2019 - claudioloes

Cláudio Loes
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2019

Efemérides
Efemérides,   conforme o Dicionário Aurélio, um "diário, livro ou agenda em que se registram fatos de cada dia".
Aqui não serão fatos do dia, se bem que possam servir de estímulo muitas vezes, serão as reflexões, as ideias, os sentimentos.
Um diálogo constante com o incerto, o desconhecido, o novo. A ideias expressas são pessoais e não autorizadas para publicação em outro que não esta página.
Para replicar, parte ou todo desta página e de todo o site é preciso consentimento, autorização, permissão por escrito do autor.
A relação que se foi. 20/2/2019
 
Para quem fica de radar ligado o tempo todo, porque é assim o modo de vida, ver mais longe pode causar muitos problemas. Penso que ainda preciso melhorar muito para me desligar de tudo e seguir em frente. Como tenho dificuldades com a ignorância, os problemas cognitivos e nem estou levando em consideração a lógica porque seria desastroso.
Então o melhor a fazer é exemplificar um caso real de modo fictício e se você quiser saber talvez fazendo uma pesquisa nos jornais na data deste desabafo poderá reconstruir do que se trata.
Pensando bem vou usar os fatos reais, isto poupará tempo para chegar a conclusão e seguir em frente para não perder o foco, sendo bem objetivo como sempre disseram que eu deveria ser.
Hoje cedo a notícia no jornal era sobre uma geladeira de livros na sede do próprio jornal para incentivar a leitura. Mais da metade da coluna era para falar do projeto Aqui Livros. Li e reli sem compreender.
Primeiro pensei que poderiam ter conversado comigo antes de me citar. Principalmente porque tem um erro ao dizer que o projeto Aqui Livros existe desde o ano passado. O projeto Aqui Livros existe desde 27/9/2015, tendo sido feita uma primeira experiência para incentivar a leitura em 2014. Tudo isto pode ser confirmado no site do projeto aquilivros.religar.net.
Agora um pouco mais adiante. Se quem escreveu a matéria hoje tivesse pesquisado no próprio jornal, teria encontrado uma matéria em 30/11/2018, “No CRE, livros da geladeira para o público” e não cometeria erros.
Para complementar, no mínimo uma vez por mês temos reunião no jornal sobre literatura. Quem até aqui chegou pode estar pensando que estou estressado, bravo ou isso ou aquilo. Talvez possa estar certo, mas o meu único objetivo agora é derramar um copo cheio de água, para compreender, aprender algo e seguir em frente.
Algo parecido aconteceu outro dia, quando a presidente de uma entidade disse que fui citado para uma premiação. Por curiosidade perguntei o motivo, ela disse que porque não entendia como alguém que faz tantas coisas não é reconhecido. Precisei responder sem pestanejar e falei. É justamente porque faço e ninguém dá a mínima importância para as questões, os problemas, as soluções que proponho porque elas dão trabalho. Exigem que se saia do conforto e fique tudo como está. E acrescentei, estou desde 2008 residindo aqui e até agora não consegui criar uma instituição ambiental, você mesma, anos atrás esteve numa reunião onde eu também estava. A proposta era fazer algo, e aqui estamos nós, nada aconteceu depois de lá. A sorte dela é que chamaram para a reunião dela.
Junto com esta mesma pessoa tinha um homem que disse que eu não sabia ser político. Disse para ele que sabia ser mais político do que ele, porque ser político é próprio dos que vivem na cidade. Agora, se para ele político fosse ser político partidário disto ou daquilo, com certeza não me encaixo, porque não tem ninguém que comungue das mesmas ideias de cuidarmos mais do ambiente no qual estamos inseridos, o cuidado ambiental.
Voltando para o artigo do jornal. Eu poderia encontrar todas as justificativas para ter saído assim, mas elas não seriam suficientes. Aí fico pensando. De um lado fico feliz porque estão incentivando a leitura e provavelmente tenho algum dedo aí como se diz. De outro fico totalmente frustrado porque poderia ter aproveitado para aumentar o projeto, fazer uma campanha para mais livros, porque estão em falta no momento.
Quanto ao Aqui Livros, vamos começar a recolher algumas geladeiras, porque não adianta deixar vazia no local. Isto seria pior.
E eu preciso aprender que tudo o que tem dependência de outros tem sempre dado errado. Não existe comprometimento e não sou psicólogo para resolver. Vou continuar acreditando que ler é melhor e para não cometer erros como estes, eu preciso ler mais ainda. Ficar recolhido no meu canto e ser feliz na minha.

Somos replicadores. 19/2/2019
Cada vez aumenta a tristeza pela quantidade de mensagens que fazem tomar a decisão de afastamento de algum grupo de interesse. A minha, a sua, participação em grupos, permite estar atualizado e trocar ideias, pontos de vista. Aquela conversa assíncrona à distância. Mas, tem ficado complicado e o melhor é ficar longe. Nos investimentos o objetivo é não perder dinheiro e na vida o melhor é não perder tempo. O relógio não para, nós precisamos escolher o que de melhor pode ser feito.
Quando em algum grupo começam a aparecer somente mensagens encaminhadas é mau sinal. Pior ainda quando são replicadas. Isto é, num prazo muito curto alguém replica uma anterior, sem se posicionar, sem acrescentar algo. Para mim é revelação de que a pessoa não lê as postagens no grupo e também não está preocupada.
Aí entra a grande vantagem de quem escreve, concretiza seu pensar. Pode avaliar e matar o personagem de sua estória. No grupo não é assim, existe a possibilidade de silenciar, mas as pessoas encontram outros meios. A perda de tempo é generalizada. Um mecanismo perverso que se mantido anestesia as pessoas. Dentro de casa você recebe um bom dia de um familiar. É o máximo do ridículo.
Um dia resolvi perguntar por que mandava mensagens de bom dia mesmo estando ao lado. A resposta foi: já estou tão acostumado a fazer isto e daqui a pouco estarei longe, aí não me esquecerei de você. Uma rotina que escraviza aceita por livre e espontânea vontade.
Esta replicação sem reflexão levará ao definhamento no longo prazo. Perder-se-á a capacidade de pensar, de inovar, de criar, de evoluir. Mas, para que evoluir mesmo? Duvido que alguém compartilhe.

A verdade. 18/2/2019
Pode-se ouvir muito, ler mais ainda e receber muitos dados de outras fontes. Pode parecer estranho, mas para quem profere algo, ele sempre o terá como verdadeiro. Como encontrar a verdade? Como ser verdadeiro com tudo e todos?
Lembro-me daquela máxima popular, “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Ela sugere que quem está proferindo algo quer somente que os outros o façam e ele mesmo não se importa. Poderia ser alguém dando bons conselhos sem nunca ouvir a si mesmo. Temos muitas pessoas assim.
Poderá também existir uma prática comum, a “Ovelha negra” de Ítalo Calvino. Numa determinada região existe uma vocação comum a todos, todos vão todas as noites e roubam uns aos outros. Existe o equilíbrio e ninguém se importa que seja um roubo.
Mas, voltando à verdade. Ainda penso poder voar mais um pouco. A seleção natural dá preferência ao mais adaptado e não ao mais forte. Isto já pode dar uma pista sobre a verdade. A verdade, o vamos ver quem segue em frente, está diretamente relacionada com uma avaliação, uma norma de confronto, uma escolha.
O mais adaptado é a verdade porque ela se prova pela prática. Então quando for proferir algo, levar em frente o que só é verdadeiro para um, estará sujeito a verificação pela prática.
Se neste confronto com a ação não tiver correspondência com a verdade proferida, propalada, hoje disseminada nas redes sociais, ela não é uma verdade e sim um dado de momento, algo que daqui a pouco todos esquecem ou não vão mais querer receber de determinada fonte.
Esta questão da quantidade de dados, informações já mais tratadas, começa a ser questionado discretamente aqui e ali. O nosso cérebro, mesmo gostando do que é cômodo, começa a ficar incomodado com a quantidade de verdades que não tem sua prática correlata.
Se você quer dizer algo, diga o que é verdadeiro e que se prova pela correspondência direta com sua própria prática.

Controle estatal. 15/2/2019
Com os resultados das eleições para presidente está bem claro que o modelo que se quer é um onde tenhamos menos empresas estatais, assumindo o estado o papel de fiscalizador e mantenedor de uma aplicabilidade igual das leis, desde a nossa Constituição para todos aqueles que estão estabelecidos em território brasileiro.
Até aí tudo bem e eu espero poder viver alguns anos num governo que não de esquerda e socialista. Sou a favor da livre iniciativa e que o estado deve ser um regulador de forças para evitar os grandes abismos nos quais estamos. Assim, se uma empresa, negócio ou serviço não estiver agindo de acordo, devem ser aplicadas as leis, igualmente para todos. Ter lucro não é pecado e nem imoral. Agora, ter lucro à custa da degradação natural que vai tornando a vida de muitos pior, ter lucro com base na corrupção dos agentes públicos, não deve ser admissível em instância nenhuma. Bandido, chefe de facção, como muito bem se coloca atualmente, tendo sido julgado e condenado depois de ampla defesa (traficante ter defesa é duro de engolir), deve ficar isolado da sociedade, porque ele não acredita mais na sociedade da maioria. Ele só acredita no seu grupelho, do mesmo modo como aqueles envolvidos em corrupção.
Mas, voltando a questão do controle estatal. Aqui estamos clamando por menos estado e estamos caindo numa cilada e tantas. Somos um país independente, andamos com nossas próprias pernas, não somos estatizantes, então também não podemos aceitar que o controle das empresas em território brasileiro seja exercido por empresas estatais em seus países de origem.
Isto segue em linha com o discurso de que não vamos fazer negócios com viés ideológico. Se a nossa ideologia está mudando para um viés liberal, não podemos aceitar ter controle estatal, de outros países, sobre nossas empresas. Um caso emblemático é a relação com a China.
A China está comprando no setor de energia no Brasil. A empresa que quer comprar é uma estatal chinesa, dirigida pelo governo/partido chinês. Ora, as decisões sobre o que fazer com a empresa adquirida no Brasil serão dadas pelo governo da China. Então poderia imaginar que farão de tudo para produzir energia mais barata aqui para os produtores de alimentos locais que depois exportarão para a China. Tudo com uma visão de benefício único e exclusivo para a China.
A Venezuela em relação aos Estados Unidos é a mesma coisa. Compram o petróleo de uma estatal e depois fazem discurso de que o governo não é democrático, mais isso e mais aquilo. Ora, se você comprar de um ditador, ele não vai deixar de ser ditador.
Portanto minha modesta opinião é a de que devemos ter independência e acreditar nos nossos valores e agir de acordo com eles. Do contrário só estaremos mudando os nomes, mas continuaremos os mesmos, sendo servis e felizes por agradar aos outros em troca de ganhos pífios. Na dúvida, examine as diferenças de preços entre alimentos e produtos tecnológicos. Quanto sacos de soja são necessários para comprar um celular?

Desenvolvimento. 14/2/2019
Fica repetitivo, mas ouço sempre mais a palavra de ordem de que devemos crescer, recuperar a economia e que tudo o mais entrará nos eixos. Penso que são oportunas algumas reflexões, elas poderão não estar encadeadas, ter uma sequência agradável para ler. Não é este o propósito, quero só aumentar as possibilidades o pensar.
Quando falamos em crescer, entende-se que nunca vamos morrer. Claro que eu posso morrer daqui a pouco, minha existência termina. A vida como nós a conhecemos tem o componente da morte e a natureza seguiu, segue e seguirá em frente. Nossa espécie tem a capacidade de aumentar seu conhecimento, sua evolução vai acontecendo, muito embora tenhamos fracassos o tempo todo. Assim, não dá para crescer indefinidamente, a seleção natural ao escolher os mais aptos mostra isto de modo bem claro.
Em contrapartida o desenvolvimento é possível. Porque ele implica estar em harmonia com os ciclos da vida, os altos e baixos, os ciclos naturais. Ninguém fala do crescimento da natureza. Ela continua aí com a mesma quantidade de matéria, salvo algum acréscimo de algum objeto vindo do espaço sideral. A natureza se desenvolve e vai pela seleção se aprimorando, ficando mais complexa. Uma grande rede da vida se é que esta seria uma definição mais ampla enquanto não vem outra.
O desenvolvimento por si só já é possível e nós colocamos um acréscimo, falando em desenvolvimento sustentável. Pode ser talvez porque o desenvolvimento erroneamente é sinônimo de crescimento e para não discutir muito se faz o acréscimo. O sustentável é mais o sustentar, dar sustentação. Então poderíamos dizer que o desenvolvimento sustentável dará sustentação para nossa espécie existir. Ou alguém tem dúvida de que só fazemos tudo para proteger a natureza porque nossa vida está em perigo?
Somos a única espécie que se destrói a si própria e seus semelhantes por motivos outros que não a própria vida em última instância. Basta observar a questão da ganância das pessoas. Mesmo tendo muito, elas querem mais e mais, sem saber nem porque e nem para que.
De certo modo falando em desenvolvimento, ainda queremos achar que nós não estamos sujeitos aos ciclos naturais. Acreditamos piamente na imortalidade e aos poucos vem sendo vendida esta ideia, com a tecnologia sendo a solução para tudo. Sim, a tecnologia avança a passos largos e vivemos mais. Mas, se esta natureza, onde a realidade acontece, funciona assim a milhões de anos, não deveria ser porque deu certo? Mesmo que se percam milhares de espécies pelo caminho?
Deveríamos mais aprender com ela e como voltar a ter estes ciclos em nossas vidas. Porque mesmo com manchetes pomposas do tipo “Licenciamento ambiental será base para o desenvolvimento sustentável”, não teremos aprendido nada se não tivermos a prática verdadeira. Saber que abandonar mais cedo o que não dá certo é melhor, para dar oportunidade ao novo. Quer dizer, nem tão novo assim. Porque a natureza sempre se desenvolveu e desenvolverá, nós somos os únicos que queremos ir contra com a nossa grande ignorância do crescer, crescer e sempre mais crescer.

Dois caminhos. 10/2/2019
Você precisa partir e tem dois destinos para escolher, um que você não sabe explicar, mas seria sua escolha favorita por alguma experiência passada, conhecimento ou outro. Enfim, sem alguma explicação que também não faria diferença. O outro foi sugerido, e sem saber por que, algum motivo idiota seu, você acaba seguindo porque o outro sempre tem boa intenção em sua opinião. Não que o outro queira mal, a ideia é ajudar. Enfim, você segue a ideia do outro e dá tudo errado.
O caminho é difícil, o carro entra numa gangorra e por aí v ai até que dá um estouro. Você para olha, muito mal para não ver nada e só ter certeza de que pode seguir viagem. Os roncos aumentam e me sinto naquele clipe de rock pesado, com mulheres lindas e carros roncando alto. Importa a adrenalina e o resto depois aparece. A viagem seguiu com o barulho, nada normal.
Quem deveria culpar? Deveria ser menos estressado? Nada disso, o mesmo pode acontecer  com imprevistos outros. Pensei ter feito a melhor aplicação e esqueci de apertar o famoso “confirmar”. Ficar bravo? Para que? A vida é bela e continuo olhando para o sexo feminino como a melhor invenção divina.
Dá próxima vez é lembrar e seguir minha intuição. Ela pode não terminar no paraíso, num local aprazível, mas terá sido minha escolha. Aí sim, se fizer isto na próxima terei aprendido alguma coisa.
Quanto aos investimentos e não ter apertado o “confirma”, vendo os preços subirem e nada de lucro. Na próxima será melhor, é só apostar o dobro para recuperar. Porque estou certo, minha intuição vai ficando sempre melhor, unida com o conhecimento adquirido e aprendido por gosto pessoal, melhor ainda. Viva, a beleza que dança, mostrando uma possibilidade de amanhã ser melhor.

A taça pode transbordar. 7/2/2019
Por mais que saiba, chega um tempo em que seria melhor esquecer. Sim, esquecer para não ter mais expectativas. Acreditar no melhor, quando logo depois se leva um tombo. Ou também para não ficar irritado, porque se não preciso fazer a irritação desaparece.
Ontem no semáforo, fiquei por alguns longos segundos vendo a condutora do veículo da frente pentear seu cabelo, usando o espelho retrovisor interno. A escova que estava usando caiu no chão, ela sem cerimônia foi procurar e com isto a demora em sair. Quase foi preciso buzinar, mas de que adiantaria. Saí logo depois dela, e no meio do cruzamento deu amarelo.
Minutos depois entrando no posto para abastecer, tinha uma fila. O funcionário mandou estacionar ao lado de outro veículo, na direção da fila da bomba. O veículo na minha direita estava estacionado e veio sua condutora. Ela abriu a porta com força e bateu com a mesma no meu carro. Abri a janela e perguntei se ela não tinha visto o carro. Aí ela disse que não tinha acontecido nada com a porta do carro dela e que estava bem. Saí do carro e ela embarcou saindo rápido. Uma marca no espelho retrovisor do meu carro indicou a força da ignorância.
Se você chegou até aqui e é a favor do politicamente correto dirá que fui politicamente incorreto por só citar dois casos com fêmeas humanas. Pressão daqui e de lá, cada um decide o que quer. Também sou a favor da liberdade, façam suas escolhas. Penteie seu cabelo, abra a porta com força. Porém, não me obrigue a ser prejudicado com sua decisão.
Minha decisão de aqui escrever e citar os dois casos não vai te prejudicar em momento algum. Dificilmente você encontrará alguém tomando um desabafo como argumento para alguma ação. Para mim é o resultado de que a taça transbordou. Alguém colocou espumante demais e extravasou. Por isso mesmo, talvez comece a fazer parte como muitos que ficam isolados. Porque na outra ponta tem gente que não sabe conviver.
Em tempo, a grande vantagem de escrever e não ser lido. Posso aqui deixar meus escrito fazer, viver com estas pessoas que se acham únicas e importantes, desaparecer com o final do mesmo.

Duro na queda. - 2/2/2019
Tirei o final da sexta e o sábado para fazer trabalhos manuais no jardim e na calçada da rua. Tudo porque não posso deixar o verde invadir a calçada que logo fazem confusão. Pensam que deixar o mato verdejar é motivo para também aumentar o lixo na frente da nossa casa, na calçada.
Ao mesmo tempo, ia acompanhando a reunião do Senado Federal para escolha de seu presidente. Tivemos renovação e muitos caciques não se reelegeram. Num dos abandonos do meu trabalho, por coincidência, assisti a parte final do discurso do candidato Renan Calheiros. Se as palavras fossem verdadeiras, com certeza seria nele em quem votaria. Mas, sempre existe um, a velha raposa com mais algumas queria se manter no poder.
Os argumentos usados no discurso eram convincentes, como se o Senado fosse um poder para fazer frente com gente competente e tudo resolvido. Depois o discurso seguiu na harmonia dos poderes e ficou claro que muito da leitura estava sendo feita pela primeira vez. Era como se fosse cada página de acordo com o humor de todas as senadoras e senadores.
Enfim, um condenado não conseguiu usurpar a presidência do Senado. Pode ser que venha a ser pior com outro, mas com certeza não se pode aceitar ser governado por condenado. E os condenados são duros na queda. Conseguem fazer um discurso convincente pensando que as pessoas não evoluem.
Existe uma hora em que ficamos cansados de estar no mesmo lugar. Parados como areia movediça, esperando que algo melhore com a morte de alguém. Ora, assim não precisa ser e nem o confronto é necessário.
Basta ter curiosidade, querer se desafiar por novos caminhos nunca antes trilhados. Mesmo que sendo somente uma ficção para lembrar que podemos imaginar outros mundos, outras situações, outra vida que gostaríamos de viver. Com certeza muitos outros irão querer também. Viva o novo, a renovação. Porque quando as fraldas começam a cheirar mal só existe uma saída.

Penso - 31/01/2019
Penso que vou continuar dedicando mais tempo focado naquilo que quero realizar. Se perguntarem não interessa quais são meus objetivos e ninguém tem direito de julgá-los. Sou eu que escolhi e eu pago a minha conta. Até quando não pago, porque tudo é uma relação entre custo e benefício, Piaget se não estou enganado.
No meio de tudo o que está acontecendo, mudança de governo, velhas raposas do legislativo querendo se manter para se safar, tipo o candidato a presidência do Senado. Fica sempre a impressão de que será difícil cruzar o limiar para uma nova etapa evolutiva.
Os crimes ambientais que vem se repetindo, condenam sempre os peixes pequenos enquanto o negócio segue em frente. Afinal, o dinheiro não tem a premissa número um, nunca matar um humano. Nós continuamos sendo manipulados o tempo todo. E pior ainda quando procuram algum estalo nas emoções.
Ler as mais variadas informações exige um sangue frio daqueles. Porque o tempo todo eles querem encontrar aquele ponto que provoca e tira qualquer raciocínio. As piores decisões são aquelas movidas pelas paixões, pelo calor do embate. Podem servir num caso extremo de sobrevivência com altos níveis de adrenalina. No mais levam ao caos.
Nos investimentos a pior coisa é acreditar no jornal da noite para tomada de decisão no dia seguinte. As pessoas são lineares em sua maioria e elas acabam indo para o buraco. Ou num linguajar dos investimentos, vão ser sardinhas abocanhadas por tubarões. Tudo porque não tiveram paciência, raciocínio, analisar para então decidir. Se disserem que a bolsa despencou, amanhã saem vendendo tudo e indo para o tesouro direto.
Voltando para o pensar, é preciso ficar atento com aqueles que querem explorar a emoção para realizarem seus objetivos. Nem sempre serão bons, escondem algo mais que pode estar num futuro bem mais distante. Se for para ter emoção, que seja com risco calculado, e mesmo errando saberá que tinha risco. Uma paixão, uma forte emoção, é para nascer e morrer num bar, num fim de noite.
No dia seguinte a vida é pensar, pensar e pensar. Para isto é preciso ler, ler muito. Porque quem lê pensa mais e melhor. Ler livros e não mensagens emotivas de redes sociais.

O medo – 27/1/2019
Falar do medo é fácil numa conversa de bar. Encarar os nossos próprios medos é uma questão bem mais complexa e exige alto gasto de energia. Assim, a ideia é levantar esta questão para saber que ninguém está sozinho quando se trata de enfrentar o desconhecido ou o conhecido que não queremos admitir.
Sem perder tempo sobre os outros, o melhor é começar com o próprio exemplo. Se um lugar ficar em completa escuridão, sempre tenho a sensação de que alguém me observa. Mesmo sabendo que nada pode ser visto, porque eu também não vejo. A não ser que o outro tivesse um equipamento para visão noturna. O meu sentir medo é a própria motivação do porquê escrever.
Quero encontrar uma saída para o próprio medo e este compartilhar poderá ajudar outros a seguirem a mesma trilha, escrever, colocar para fora e ver se melhora. Uma incógnita ainda para mim. Poderia também ter medo de escrever e aí seria o caos. Seguimos assim, se ficar melhor já saímos ganhando.
Assim, todo aquele que ler pode ficar sabendo que os medos são nossos e nós mesmos podemos dar conta deles. Eu poderia escrever sobre diversos medos e bem direcionados. Por exemplo, o medo daquele que governa um estado, uma nação. Poderia escrever para o ciclista que precisa se deslocar todo dia para seu trabalho, o medo de morrer sempre o acompanha. Enfim, posso escrever sobre o medo de todos trabalhando o meu próprio medo. Ou melhor, um medo específico como exemplo.
Quando penso no medo preciso lidar com muitas variáveis. A pior delas é o julgamento pelos outros. Todos nós temos o medo de sermos julgados e de não nos darmos bem. Isto seria o fim, porque todos nós queremos estar por cima, contar o quanto temos vantagens e por aí vai. Já viu alguém ser sincero e dizer que tem medo?
Então vou além e digo que todos tem medo. Isto não diminui o meu, mas tira uma barreira enorme, porque sei que os outros também têm o mesmo problema. Sentem medo. De modo algum saber torna o meu medo menor, mas vou saber lidar com ele em outro nível, um nível coletivo, quando tudo e todos estão envolvidos. Eu crio o medo, mas sei que o outro pode querer aumentar meu medo para alguma satisfação sua.
Fazer medo em alguém para ganhar mais dinheiro, para vender um produto, para deixar passar outro erro. Os usos podem ser os mais variados e sabendo disto, preciso separar o que é o medo que tenho e que eu mesmo posso dar conta e sobre aquele que é imposto. Aquele que é imposto preciso analisar friamente, porque pode não ser tudo aquilo quando tiver interesses de ganho.
Se eu dirijo numa estrada escorregadia e alguém me faz medo quando alerta, faz sentido. Agora dizer que eu devo comprar um presente no dia dos namorados para que minha esposa fique mais feliz e que se não fizer isto serei eu o responsável pela sua infelicidade aí não dá.
O medo pode estar em qualquer lugar e tempo, porque ele está comigo. Não vou lembrar uma citação que poderia corroborar neste sentido. Ops. Outro medo, o medo de falar sem referências exatas, sem citação de alguém importante para dar valor ao texto. Toda esta criação escrita começa a fazer mais sentido. Apareceu um medo que se revelou no próprio exercício de escrever respondendo perguntas. Tudo para ver se funcionava.
O quê? Por quê? Para quê? Para quem? Com o quê? Com quem? Onde? Como?
Talvez não tenha sido fiel a sequência e sou grato por ter chegado até aqui. A ideia era mais uma vez pensar sobre os medos e externar de alguma maneira. Fico feliz que tenha acontecido aqui e muito mais está por vir. Posso ficar atento aos medos em toda ocasião, sem deixar que isto vire uma obseção, porque seria lamentável.
Como? A última e crucial pergunta foi respondida em exatos poucos minutos. Um pouco do medo passou e ficou uma sensação boa. É possível explorar o desconhecido, colocando-se como curioso, atento ao novo ou ainda, criar algo que para outros é velho, mantendo o fascínio do presente. Já foi aberto e agora resta apreciar, viver com um pouco menos de medo.

Precisamos do confronto? 24/1/2019
A dúvida com relação ao confronto está presente em nossa sociedade ocidental e Aristóteles com a dialética deixou isto muito claro. Quando nós nos confrontamos com algo novo podemos criar, inovar. Isto faz sentido e muitos buscam o confronto para provocar e encontrar algo. Só assim?
Existem extremos em todos os lugares. Ideologias as mais variadas, porque sempre firmes nas nossas crenças e convicções. O uso até é muitas vezes equivocado. O próprio Presidente da República, Jair Bolsonaro, tem esta afirmação. Diz que não fará acordos, negócios e outros com viés ideológico. Um ledo engano, porque sempre teremos um viés ideológico em tudo.
O que no fundo o Presidente quer dizer é que não fará negócios e outros somente com aqueles que são da sua mesma linha ideológica. Faz todo sentido, porque no liberalismo, se é isto que de fato vamos ter neste governo, não existe restrição e quanto maior a diversidade melhor.
Voltando ao confronto. Se não tiver diversidade sempre será pior. Mas, precisamos de um embate forte ou podemos ter curiosidade para a busca do novo? Neste caso sempre recorro a ficção Star Trek e sua mensagem de abertura: “Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos... para explorar novos mundos... para pesquisar novas vidas... novas civilizações... audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.”
Um confronto com o desconhecido? Como entrar em confronto com quem desconheço? Aí está, entra o verbo explorar, pesquisar, ter audácia. Tenho minha dúvida se isto não seria melhor para toda a humanidade se reconhecer como pertencente a mesma espécie. Porque o confronto, sempre tem aquela possibilidade de destruição, e talvez até o que não se compreenda, acaba sendo destruído por estar muito à frente de seu tempo. Enfim, uma questão para continuar pensando e explorar novas cognições, trazendo audácia para não acabar com a viagem do pensamento.

Estocar vento. 17/1/2019
Estava lendo um texto que trazia parte da fala da ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff.  E lembrei que me esqueci de colocar a minha opinião por escrito na época, quando ouvi o discurso na televisão. Ela disse que era necessário desenvolver tecnologia para estocar o vento.
Os comentários foram os mais variados e piadas não faltaram. Porém, tecnicamente não sei se é viável, mas tenho uma dúvida. Na geração eólica li que é preciso uma rotação constante e que quando os ventos estão mais forte começa a funcionar um sistema de frenagem para manter a constância.
Por outro lado já temos motores movidos a ar comprimido. Usam ar estocado em cilindros e já tem sistemas para controle de rotação dos motores e por consequência a possibilidade de variação na velocidade.
Assim, se na geração eólica pudesse ser aproveitada toda a velocidade do vento e estocar ar comprimido para uso veicular, indiretamente estaríamos tendo um “estoque de vento”. Vou repetir, não sei se técnica e economicamente é viável. Mais foi o que me ocorreu na época.

A educação que falta. 10/1/2019
Estou embaixo da janela fazendo limpeza do sistema da cozinha porque não jogamos nada fora. Tudo é compostado e aproveitado. A água canalizada para as bananas e assim fazemos nossa muitíssima pequena parte de ações viáveis economicamente. Repentinamente da janela vem voando um resto de massa.
Não importa quem fez, tinha muitas pessoas em casa, também não quero julgar e quem seria eu para isto. Também não vou ser aquilo que nunca fui, um ambientalista. Este é um título que deram, assim como outro, me chamam de professor. Nunca fui professor de carreira e nem contratado como porque não poderia.
Aproveitando, com relação ao meio ambiente, não importa mais neste ponto da nossa existência de quem foi o estrago, se é o homem ou não e assim por diante. As discussões retóricas ficaram só nisto, na retórica. Agora é uma questão de adaptação para existir e pronto. Um entendimento de que precisa ser feito.
Por exemplo, quando cuidamos de não usar mais plástico, não é nem pelo estrago próximo, ele pode ser pequeno, justificando não fazer nada. Mas quando isto se soma, no caso do plástico, e ele vai sendo quebrado em pedaços menores,  tornando a vida no leito dos rios e oceanos sempre pior. Aí teremos os efeitos que se voltarão para nós mesmos. Micro plástico não é visível a olho nu, mas a molécula está lá.
Bem, voltando para a massa voadora do início. É uma atitude que revela a falta de educação para saber que cada coisa tem seu ciclo, sua existência. Como temos compostagem, é tão fácil deixar lá no pote do orgânico e pronto. Este é um costume na nossa casa e não comum ainda para outros. Então a falta de costume poderia justificar tal ato.
Mas, sempre tem o “mas”, jogar para fora da janela mostra também uma atitude. Ela é a mesma em relação à rua e muitos outros locais. Quando se joga algo fora o problema deixou de ficar com quem tinha algo. Lembro sempre da casca de banana. Alguém compra a banana, escolhe pela aparência da casca, segura pela casca para comer e depois simplesmente joga fora.
Novamente, por ser orgânico ainda poderia se ter uma desculpa, a natureza dá conta. Não é bem assim e aqui a ideia não será tratar disto. A atenção se volta para a educação. Uma educação que todos reclamam e poucos querem praticar. Será que tudo o que é jogado por aí não teria um mesmo princípio, um modelo mental de descartar e jogar fora sem a mínima cerimônia?
Falta uma educação, um modelo mental para reconectar tudo e todos. Precisamos todos nos reconectar aos ciclos naturais porque do contrário teremos uma vida sempre pior. A massa jogada sem cerimônia é uma ponta do iceberg. Basta andar por aí para ver os problemas de avolumando e continuamos querendo teimar num modelo já esgotado. Falta uma nova educação, que pelo visto só depois de muito estrago surgirá.

38º Presidente do Brasil. - 3/1/2019
Li muito nestes dias todos e assisti a cerimônia de posse como em outras ocasiões. Uma falha protocolar e pessoal da esposa do presidente da república na hora da execução do hino nacional fez lembrar tantas outras mazelas e torço para que esta tenha sido a pior. Porque todas as outras queremos distância.
Piadas eu recebo a todo o momento e a pior foi a tal “fraquejada” no 38º como se todos os outros anteriores tivessem sido ótimos. Cada vez mais acredito que falta educação e estudo de fato. Quem não conhece sua história sempre será um hipócrita recitando outros sem saber por quê.
Tivemos bons governantes e outros nem tanto. Até hoje eu não me lembro de nenhum governo liberal. Estou com 59 anos e gostaria de poder saborear uma vez a vida numa sociedade liberal. Liberal, liberdade para todos com controle do estado. O estado não precisa cuidar do fazer, ele precisa garantir que todos possam fazer.
Talvez a transição depois de muito socialismo de esquerda possa demorar e tenha até um repique. Isto é, o governo pode ir mal e a esquerda voltar. Mas, se algo melhor acontecer será bom para todos. Precisamos sair da mesmice e acreditar que é melhor que outro nos diga o que deve ser feito como se fossemos eternos bebes.
De duas uma, fico na torcida para que a agenda liberal por completo venha a ser implantada. Do contrário, torço por uma quebra rápida de todo o sistema para que possamos ressurgir com algo novo. Este último é mais doloroso e não é meu preferido.
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