Efemérides - claudioloes

Cláudio Loes
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Efemérides

Efemérides,   conforme o Dicionário Aurélio significa um "diário, livro ou agenda em que se registram fatos de cada dia". Aqui não serão fatos do dia, se bem que possam servir de estímulo muitas vezes, serão as reflexões,as ideias, os sentimentos. Um diálogo constante com o incerto, o desconhecido, o novo. A ideias expressas são pessoais e não autorizadas para publicação em outro que não esta página. Para levar daqui qualquer texto para outro local que não este é preciso consentimento por escrito do autor.
O que era para ser bom deixa de ser. 16/11/2017
Tenho grande dificuldade em acreditar que nossos legisladores tenham verdadeiras e boas intenções. Começam algo que parece bom e depois se transforma num algoz para a sociedade. Se bem que com tanta corrupção atual é difícil acreditar que algo melhor possa acontecer, vindo destes que aí estão.
Pessoalmente questiono quanto é válida a lei de um legislador que foi denunciado, investigado, depois julgado em todas estas instâncias que se permitem em países ainda em desenvolvimento e condenado.
Assim, temos agora a PEC 181, http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2075449. De início bom para proteger a mãe de criança prematura. Mas, no meio foi colocado um “cavalo de troia” que entre outros não permitirá o aborto por estupro. Vou me ater ao estupro porque penso como fica a menor estuprada e que engravida.
Segundo a Nota Técnica, Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde, do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, março de 2014, em relação ao total das notificações de estupro ocorridas em 2011, 88,5% das vítimas eram do sexo feminino, sendo que mais da metade tinha menos de 13 anos. Fonte: http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/artigo/21/estupro-no-brasil-uma-radiografia-segundo-os-dados-da-saude-
E aí? É válido ter mudanças que não tem nada com a proposta original? E se for aprovada, espero que não com este “cavalo de troia”, terá força constitucional para derrubar tudo o que a duras penas foi construído. Claro que somente permitir o aborto nos casos já previstos em lei não vai resolver os problemas, será preciso ainda muita educação para sair do nosso modelo patriarcal e machista que hoje disfarçadamente continua oficialmente nas mentes dos legisladores.
E desta vez em defesa do povo em geral, os representantes eleitos não representam porque o sistema eleitoral permite isto. Para mudar ainda será preciso alguma coragem outra, uma massa crítica não estuprada pelo patriarcalismo e que não seja obrigada a gestá-lo para que tudo fique como está.

Evolução. 11/11/2017

Penso que um sistema possa evoluir de duas maneiras, ou ele é desconstruído e aos poucos constrói-se outro, mais sustentável e equilibrado; ou ele implode e tudo é destruído e os que sobreviverem terão que se adaptar ao possível. O pior é que o erro se repete e  o preferido é quando tudo é destruído.

Proibido. 10/11/2017
 
Daqui um tempo vai ser proibido sonhar com algo melhor do que isto que temos. Tudo está sempre vinculado a interesse econômico e se não for é tido como utopia. A série “Jornada nas Estrelas” tem vários episódios discutindo justamente esta questão da dominação. Ter interesse econômico é dominação. Muitos diriam que já está ultrapassado e que hoje isto não interessa. Interessa e muito porque ainda continuamos sendo humanos e mesquinhos. Exploramos o semelhante até onde é possível. Só para dar um exemplo bem fresquinho. Existe um empreendimento que demanda estrutura, construção, instalações e entre outros tem algumas condicionantes sociais e ambientais. Bem, para tudo tem orçamento, menos para as condicionantes. Quer dizer, até onde se sabe. E justamente estas condicionantes, são cumpridas de modo muito primário, cumprir algo para ser visto e não necessariamente ser eficaz. Bem, vamos lá, as condicionantes poderiam nem existir, já são um passo a mais. Agora querer que alguém trabalhe estas, preste serviço como voluntário é uma mostra de como exploramos o semelhante. Se for feito de graça, continuará provando que só a parte concreta vale. E deste modo recusar-se a fazer é um primeiro passo, mas sempre teremos alguém que se deixará explorar por alguma razão ou outra. Portanto, todo trabalho voluntário deveria ser proibido, entrar em greve geral por tempo indeterminado. Aí veríamos se um sistema somente com interesses econômicos se manteria do modo como está hoje, concentrando cada vez mais a renda na mão de poucos.


Dia do professor. 15/10/2017
Pessoalmente não tenho grande apreço pelas datas comemorativas, em parte porque tudo foi transformado em comércio. As mensagens são do tipo, mostre para sua mãe como você gosta dela. Engraçado que no dia do professor não se ouve estas chamadas, valorizando uma profissão, que precisa ter uma vocação também. Ela é a base de todas as profissões. Não existe profissão sem alguém que se dedique a transmitir, inspirar; levar dados, informações para serem transformados em conhecimentos.
Outra com relação à data comemorativa é o cinismo. Neste dia todos elogiam, lembram, mesmo que não deem valor em todo o restante do ano. No caso do professor isto é tão claro e televisionado todos os dias, principalmente com relação aos casos de agressão. Sem defender, não existem santos, mas a educação de uma parte e outra que vem da família têm sido cada vez pior. Temos um problema social difícil neste sentido, porque as pessoas têm filhos e esperam que o estado vá assumir tudo, não se sentem responsáveis por nada.
Seguindo, porque escrever justamente numa data comemorativa, dia do professor? Recebi a seguinte mensagem de um professor. “O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira”, autor William Arthur Ward.
Perguntei para ele quantos inspiram. Fiquei sem resposta até agora. Penso que é porque são poucos ainda. O inspirar tem dois sentidos. Inspirar, levar para dentro com profundidade e inspirar no sentido de descobrir o próprio ser e sua máxima potência de realização.
É preciso sempre inspirar, os sonhos, as perguntas é que mostram a direção de nossa evolução, para onde seguir. Todo o restante é frustrante e cria todos os problemas que conhecemos.
Enfim, tecnicamente e pela legislação não sou professor, mas sou carinhosamente chamado de professor. Sempre tenho uma dúvida, mas se for quem professa aquilo que acredita, e inspira neste sentido, então sou professor. E assim, o dia serviu também para refletir sobre minha realização e a busca de minha potência máxima de realização do ser aquilo que sou.
Espero que inspire a todos na mesma busca.

A boa convivência. 11/10/2017
Nestes tempos tão apressados, quando a tecnologia ocupa nossas mentes e os corações já não sabem chorar, tudo se inverte. É mais ou menos como se quiséssemos caminhar com as mãos e usar os pés para digitar um texto. Faria sentido?
Posso também pensar que tudo venha a ser um exercício do absurdo ou mesmo uma tentativa da natureza. Sabemos pouco sobre o todo. Muitos continuam acreditando que algo sobrenatural controla tudo e o máximo que podemos fazer é aproveitar o que é possível. Assim, ninguém precisará ficar preocupado com nada porque a desculpa está pronta.
Neste turbilhão todo, uma experiência antiga que remonta aos nossos ancestrais são os encontros para conversas, uma boa convivência. Conversar faz bem, permite perceber a existência do outro. Aprender com os mais velhos, mesmo que todos já tenham milhares de dias de vida.
As crenças com o passar dos tempos sempre formataram as mentes, se elas foram totalmente necessárias ou não é difícil saber. O que posso dizer é que estar num grupo de pessoas com uma boa conversa, risos, pitos, alguma graça, jamais poderá ser substituído por algo melhor sem este mesmo grupo.

Depois de 31 anos, 24 empresas são condenadas por poluir Cubatão. 9/10/2017.
Muitas destas empresas, se não estou enganado, foram transferidas para Paulínia e continuaram poluindo. Isto porque o importante é crescer, crescer e crescer. As pessoas não faz parte desta equação.
Notícia em http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,24-empresas-sao-condenadas-por-poluir-cubatao,70002021769

A joaninha e o desconhecido. 30/9/2017.

Voltei mais cedo do almoço pensando sobre a produção de um texto relacionado ao que vimos até aqui sobre os indígenas nas aulas da Especialização. Um tanto difícil pensar sobre o desconhecido, sei muito pouco sobre eles. Conheço um ou outro lugar que pelos vestígios, artefatos, foram habitados por indígenas. No mais, algo muito superficial.
 
Alguma coisa está se movimentando no braço e o primeiro instinto foi bater com a mão e mandar para longe. Afinal, somos uma geração “clean” e os insetos são um estorvo. Principalmente se forem aqueles mosquitinhos de verão que atazanam a vida da gente. A ação foi mais rápida, e a mão espalmada deslocando mais ar forçou a joaninha a voar um pouco antes para a carteira ao lado. Ela ficou lá e deu um ckick.
 
Quem sou eu? Quem sou seu para decidir que a joaninha não poderia seguir sua exploração? Em relação aos indígenas, acontece o mesmo. Não posso dizer nada além da minha experiência e de alguns encontros. Outro dia encontrei um local na beira do rio que parece ser um local de polimento de pedra. Fiquei imaginando como estaria o local na época, o que a pessoa estava precisando, se tinha pressa, se tinha sol ou não. Imaginei qual seria a necessidade do instrumento. Porque sem instrumento o alimento seria mais escasso, viver só da coleta exige grande perícia e deslocamentos.
 
Deslocamentos? Interessante, porque sempre penso nos indígenas de beira de estrada, quando se toma o máximo cuidado para não ter acidente porque o problema seria muito maior. Sempre olhei e nunca parei e até hoje também não tinha a curiosidade para compreender que este é o estilo de vida deste grupo de beira de estrada.
 
Nas palavras do cacique Nilo: “Nós dependemos muito das outras comunidades. Sendo Guarani é assim. Se alguma pessoa pedir para eu fazer conselho lá na outra aldeia, então tem que ir. Nós somos assim.”. Lembrando a cena da estrada consigo agora avaliar quão pouco sabia sobre eles.
 
A joaninha nesta sala ficará sem ter para onde ir e possivelmente morrerá. Eu poderia decidir deixar como está, mas ela também é uma desconhecida para mim. Decido colocar o dedo próximo a ela e ela aceita a carona. Vou até a janela e assim que sente a brisa, levanta voo e parte. Foi-se a minha desconhecida, da qual guardei somente as cores de suas listras: laranja, branco e preto. E mais algumas características como patas, um corpo e asas. Posso aprender mais um dia.
 
Voltando as palavras do Nilo, “nós dependemos muito..” não seria algo que uma pessoa em posição de chefia em nossa sociedade não indígena diria, porque seria sinal de fraqueza. Ele fala isto com naturalidade porque mborayu é traduzido como amor e reciprocidade. O desconhecido vai se mostrando na medida em que eu também queira encontrá-lo. Aí está o insight.
 
Ter informações sobre os indígenas somente não vai bastar, ter coleções de artefatos e outros para mostrar como estou antenado também não servirá para nada. Isto não quer dizer que não vou procurar saber mais, devo procurar, mas devo buscar o desconhecido nele mesmo. Procurar ter contato com os próprios indígenas pelos seus escritos, suas artes, sua cultura por eles mesmos. Apreciar autores e poetas indígenas.
 
Assim, da próxima vez que vir um indígena ou alguma de suas manifestações não terei aquela reação como com a joaninha, empurrar de lado porque está atrapalhando.

Continuo não entendendo. 28/9/2017
Hoje por um acaso fiquei sabendo do festival de dança interescolar de Francisco Beltrão. Já está no segundo dia, e ainda terá mais um dia de apresentações.
Para começar a diretora de Cultura na abertura citou alunos e alunas, professoras, diretoras e pais, ao mesmo tempo em que se perde a oportunidade de integração da Cultura para todos os cidadãos.
Na sequência o cerimonial na fala pediu para que todos ficassem até o final prestigiando todas as apresentações. O que isto quer dizer? Quer dizer que mesmo com boas intenções a Cultura, e neste caso a dança, é desde cedo compreendida como uma obrigação. Vamos lá porque tem isto na escola.
Não estou generalizando e dizendo que todos são assim. Unindo as duas falas têm o não envolvimento de toda a comunidade. Porque não se convidam as pessoas para assistirem e prestigiarem? Porque é só uma atividade escolar?
As escolas que se apresentam, mesmo mudando os alunos, porque os mais velhos e melhores vão mudar para outra escola, fazem apresentações ótimas, com profissionalismo e dedicação. Enfrentam os mais variados desafios para estarem ali no palco trazendo o resultado de horas, meses de ensaios.
E assim, continuo não entendendo porque se teima em marcar a Cultura como uma obrigação, quando deveria ser prazeroso assistir um espetáculo, aplaudir e incentivar para ter sempre mais. Se não tivermos Cultura, dificilmente teremos Educação. A Cultura é uma manifestação de nosso ser que encanta a todos, porque trás a oportunidade de estar diante do diferente sem julgamentos ou outro. Simplesmente apreciando porque todo espetáculo tem seu valor e o conjunto deles da valor a toda sociedade.

Agressões reveladoras. 27/9/2017
As notícias sobre ataques a gays e lésbicas tem sido uma constante. Claro que existe uma mídia supostamente comprometida com a diversidade e sabedora da nossa animalidade, agrada boa parte das pessoas com as manchetes policiais. Existe também aquela que apresenta a notícia sem fazer acréscimos e simplesmente relatando sua visão, porque se tivéssemos 100 pessoas assistindo a mesma cena, teríamos 100 notícias diferentes. Com alguns pontos em comum.

Aí começo a pensar um pouco e ver o que existe de comum, ou melhor, o que não é comum nestas questões. Não é comum pessoas do sexo feminino atacarem e sim do sexo masculino. Opa! Algo interessante e pensar o porquê é ainda mais desafiador.

Bem primeiro vou me permitir chamar a pessoa do sexo masculino que ataca outras pessoas, independente de qualquer atributo é um machão. Aquele que acha que é mais do que qualquer outra pessoa. Com isto não estou dizendo que não existam as machonas, mas os machões são maioria.

Bem, o machão quando olha para uma lésbica, que não lhe fez nada, fica extremamente mal porque para ele seria uma pessoa do sexo feminino com quem poderia ter um relacionamento. Aí ele vê uma pessoa linda, lésbica e que nunca será um par com ele. Ele vai lá e ataca, desfere agressões físicas e existem casos extremos.

E quando o machão encontra um gay? A situação é semelhante, ele vê alguém por quem poderia se apaixonar e ter um relacionamento. Mas, como isto não lhe é possível, porque ele é machão, então ele vai agride, ataca e existem casos extremos também.

Portanto, penso que o problema do machão é nunca ter sabido conviver com o diferente, porque se ele tem estas dúvidas é porque ele ainda não se resolveu. Se estivesse resolvido, curtiria viver sua vida, encontrando a pessoa com quem pudesse viver bem e num relacionamento bom para ambos. Aquele relacionamento que mesmo com as diferenças, as dificuldades, as discussões, segue, porque a diversidade faz parte da vida, e quanto mais melhor.

A tirania e o macaco preto. 25/9/2017
Na mata quando a árvore apodrece ela alimenta bactérias, larvas, fungo e tantos outros. Em alguns meses, anos, já não vemos mais a árvore e todo o ciclo continua. Existe toda uma sequência onde o resíduo de um sempre será alimento de outro.
Nestes milhões de anos a natureza chegou neste processo que permite a vida como a nós conhecemos. Bem, você poderia dizer que estou sendo ambientalista ou ecologista. Nada disto, hoje o ponto não é este.
O ponto é a confusão atual na qual estamos e que faz com que tudo caia da noite para o dia, e muitos se aproveitam disto para exercerem aquilo que temos de pior na espécie humana, a tirania.
O tirano é aquele que busca o poder absoluto sem medir esforços. Mortes fazem parte e é o preço da conquista. Com os meios de comunicação ficou mais fácil, porque existem muitas notícias que circulam somente para tirarem proveito da situação. Aumentando as chances de novos tiranos globais. Ameaças daqui e de lá e no fundo o que buscam é provocar a guerra porque isto lhes dará mais poder. Um vende armas, o outros combustível, o outro tanques e assim a lista gira de ambos os lados.
Pensando de modo bem simplista existe uma solução contra o tirano e é a desobediência, não levar para frente seu discurso. Mesmo naquela piadinha sem graça sobre um terrorista que nem sabemos se de fatio aconteceu. As notícias são plantadas, e as palavras passam a fazer parte do nosso vocabulário sem que se perceba.
Preste atenção que o tirano tem um vocabulário reduzido para “facilitar a comunicação com as massas” e “as massas tem preguiça para pensar” justificada por elas mesmas sem questionamento porque precisam sobreviver. Dizem: quem pensa muito morre de fome.
Portanto, uma maneira de acabar com a tirania é incentivar a leitura, a diversidade literária, mesmo que aos poucos, para tirar as pessoas desta monocultura que a exemplo do pinus, imperava como árvore sem predador. Isto também já não vale mais. Hoje o macaco preto descobriu que a ponta é doce e alimenta, enquanto que a árvore perdendo a ponta morre e ainda servirá de alimento para as larvas de besouro.

Dia da Árvore. 19/9/2017
Nos meus tempos de colégio, 21 de setembro, era o “Dia da Árvore” que coincide com o início da primavera. Fico pensando que a natureza em seus milhões de anos é mais inteligente do que este mortal e as estações são mais interessantes. A Primavera que não é somente minha prima que se chama Vera. Ela está desabrochando para um novo ciclo de vida, crescimento, realização das potencialidades ocultas no inverno. Muitos hoje têm alergia, mas ainda admiro as flores e todo seu potencial futuro.
Agora li uma postagem que nesta data se comemora o “Dia Internacional da Paz “. Estranho, e pretendo não pesquisar, faço somente um delírio filosófico. Mesmo depois de tanto tempo, ainda acreditamos que a natureza está aí par ser dominada e ficar a nossa mercê. Somos muito prepotentes querendo impor nosso querer porque somos livres em certo sentido.
Continuamos teimando em perder nossa conexão com a natureza parecendo personagens de filmes de ficção que viajam em naves interestelares. Sem solo, sem árvores, sem flores, sem abelhas, sem pássaros.

Pensando sobre documentários ambientais. 13/9/2017
Estou assistindo os vídeos do Circuito Tela Verde VIII e ouvindo um ribeirinho dizer que ele não gosta de ser mandado, levado a força a fazer isto ou aquilo. Fiquei impressionado e com uma questão.
É o seguinte: nós temos a maioria da população vivendo nas cidades e posso arriscar dizer que a vida não é fácil. Os locais onde se mora são pequenos, um amontoado de pessoas. Aí imagino que alguém nestas condições quando assisti um documentário de locais naturais belíssimos com algumas pessoas morando lá, ele dificilmente vai entender que estes locais precisam ser preservados dentro de um todo maior.
Se existem poucas pessoas morando lá, isto faz com que a cidade tenha condições relativamente boas ainda. Mas, será que isto é o que vai ser compreendido, a mensagem que se quer passar? Ou será que o olhar de quem está fora é de que a vida tem que ser igual para todos? Se a vida está ruim aqui, porque defender “eles” que tem uma vida tranquila. São questões, e pela ganância misturada com a ignorância, vemos que continua uma pressão alta para diminuir as comunidades indígenas, tradicionais e outros pequenos grupos.

Para os machões de plantão. 6/9/2017
Quando uma mulher está usando belas roupas, combinando com seu corpo, ela não está autorizando você a passar a mão sem consentimento. Se quiser passar o dedo, vá numa festa de aniversário e divirta-se com a cobertura.
Quando a noite você passar por uma garota num ponto de ônibus, com uniforme da empresa, mesmo sendo justo e ressaltando sua estética, isto não autoriza você a passar a mão sem o consentimento dela. Ela só foi linda para agradar outro que não você, com certeza.
Se você está na companhia de mulheres e sabe se portar não quer dizer que você deixou de ser homem. Saber se comportar quer dizer que só é ótimo aquilo que é feito com consentimento de ambas as partes. Não vale nenhuma prepotência ou vantagem a ser negociada no futuro.
Claro, se você for homem de fato, gentil, cavalheiro, fará muito mais diferença junto a mulheres belas, inteligentes e amorosas. As paixões passageiras passam com muito alarde. As boas estórias, as lembranças, são muito melhores e duram para sempre.
Machões contam estórias disto e daquilo, de quanto faturaram. Se elas realmente aconteceram pode ter certeza que eles encontraram seus pares que também nada valem, porque simplesmente se acomodaram ao modelo. Estas preferem os brutamontes e depois quando não suportam mais vem reclamar e pedir ajuda. Isto quando já tarde.
Mulheres lindas, educadas e inteligente preferem homens inteligentes e educados. Reparou que nem precisa ser lindo. Por acaso você conhece algum machão inteligente. A educação é o melhor antídoto para os machões e suas fêmeas correspondentes. Quanto mais educação melhor para todos.
Se um dia precisarmos economizar luz e desligar toda a cidade estaremos melhor do que hoje. Hoje, se isto acontecer os machões de plantão vão sair de seus redutos perseguindo suas presas. Já vi esta cena ridícula. Portanto, machões sempre existirão, mas a quem estará mais adaptado para sobreviver serão os homens e mulheres que saberão ser.

Ecossistema de inovação. 29/8/2017
James Moore em 1993 introduziu o termo “ecossistema de negócio” e não encontrei quem começou com “ecossistema de inovação”. E pela literatura que consultei rapidamente esta introdução do “eco” em sistemas de inovação me parece uma perfumaria. Como tudo tem sido eco, porque é chique, está antenado com a tendência de cuidar do planeta e outros, vai sendo usado. Um gatilho para ser lido.
Sempre bom consultar o dicionário para não acontecer como com a novilíngua de George Orwell na ficção “!984”, redução de vocábulos que não levam mais ao entendimento da realidade, ou para poder falar e se comunicar dentro da realidade.
Ecossistema, segundo o dicionário Houaiss é: “sistema que inclui os seres vivos e o ambiente, com suas características físico-químicas e as inter-relações entre ambos” e inovação é: “ação ou efeito de tornar novo”.
Aí vem o interessante, na combinação até faria sentido. Um sistema, incluindo os seres vivos e o ambiente, de ação ou efeito de tornar novo. A literatura aponta que 90% do conceito é uma combinação de exemplos bem sucedidos de aglomeração em termos geográficos, econômicos, industriais ou empresariais. No máximo apontam que a internet diluiu isto bastante e que hoje os aglomerados podem ser construídos em rede.
Poderíamos ir adiante, porque o conceito fica cada vez mais distante. Se usassem a palavra sistema estaria mais correto. E a pergunta, quem iria ler? Quem chegaria de manhã cedo falando em sistemas de inovação?

Teatro vazio. 17/8/2017
Esta estória de meio cheio é só para enganar. Alguém fica preocupado se só 10% dos lugares no teatro estavam ocupados para assistir a peça, “Pé na Curva”, por sinal, ótima em todos os sentidos, com questionamentos pertinentes que nós como humanos somos levados a esquecer?
A falta de cultura é tudo o que todo o sistema precisa para funcionar perfeitamente. Nada de questionar. Nada de fazer perguntas. Quanto mais silêncio melhor. O negócio é consumir e você vale pelo que gasta. Por aquilo que pode ostentar.
Enquanto isto, o teatro estava vazio, porque a cultura questiona, não irá para casa um sujeito feliz da vida, que tenha visto que tudo está bem. Irá para casa um sujeito que entre outras poderá começar a se perguntar por que perde tempo com tantas coisas inúteis, consumidas sem nem saber o porquê, mesmo tendo explicações racionais. O sistema quer alguém que faça perguntas? Mas, preste atenção e leia sobre negócios, todos os que fizeram perguntas se deram bem.

Promessas e mais promessas. 23/8/2017
Comentário sobre a notícia " Promessa olímpica, `Floresta dos Atletas´não foi plantada por falta de verba (http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/promessa-olimpica-floresta-dos-atletas-nao-foi-plantada-por-falta-de-verba.ghtml).
Será que os atletas que participaram da cerimônia vão se manifestar?
Um dia a conta vai chegar e todos vão se perguntar o que faltou. Faltaram pequenas ações que somadas fariam a grande diferença.
É a mesma situação com a preservação de solos contra a erosão, esquecem que as árvores seguram o impacto de uma chuva forte. Precisamos plantar mais árvores. Dúvidas?

Santo vinho. 18/8/2017
Quando os deuses ficaram chateados
Baco teve uma ideia
E assim todos gostaram dos céus
Tanto que buscam o “santo vinho”

Quando se vai até o fundo do poço da tristeza, sem ficar mentindo para ninguém que foi maravilhoso, aí se consegue sair renovado, sabendo que tudo será diferente, porque nada mais importa, a não ser estar junto de quem quer estar junto, todo o resto não vale a pena.
É preciso terminar a peça, tirar as máscaras e encarar o público de frente que é gente como todo mundo. Só os espertos ficam contando vantagem e dizendo que está tudo bem. Comece a conversar sobre a morte e todos saem correndo querendo esconder seu medo, porque sabe que vão morrer.
Esta é a graça da vida, enganar a morte e encontrar amores onde menos se espera.

Pensar. 9/8/2017
Fazendo um curso de conteúdo para Educação a Distância uma das tarefas era assistir um vídeo, “Aluno do Século XXI”, e em duas coisas saltaram grandes interrogações. A primeira dizia: ensine-me a consumir, no cartaz que uma criança segurava. Ora, consumir, pelo visto esqueceram que quanto mais consumimos, mais diminuem nossas chances de continuar existindo. A segunda dizia: ensine-me a pensar. Bem, se esta for a primeira, está tudo bem porque todas as outras são desnecessárias. Mas, o que é ensinar a pensar. Pensar é um ato pessoal que pode ser compartilhado. Precisam de muita leitura para ampliar o vocabulário para permitir vazão as ideias, a inovação que tantos procuram e principalmente a resposta a nossas questões mais profundas. De nada vai adiantar ter as tecnologias se não tivermos o que fazer com elas. Posso estar aqui escrevendo e nunca ser lido. Se a informação não for compartilhada, o conhecimento diminui. Admiramos Shakespeare pela sua criatividade, sua obra, no entanto seu dicionário de inglês era muito menor que hoje. Mas, de que adianta termos mais palavras se não soubermos ser livres para pensar?

Medos atuais. 4/8/2017.
As pessoas são caixas de surpresas para os outros e para elas mesmas. O que fica nos porões não dá para saber. As vezes nem a própria pessoa sabe. Por isto é preciso estar atento o tempo todo, no intento de procurar viver o melhor possível mesmo diante de dissabores inesperados.
Nossa! Estou parecendo autor de autoajuda. Penso que com a idade vem algumas coisas engraçadas como viver o processo ao máximo mesmo quando não é bom. Porque lá no fundo sempre se encontra algo de valor para outro momento, outra situação de vida.
Sabe que tenho saudades de algumas coisas do meu tempo de mais jovem. Você tinha a liberdade cerceada oficialmente e tinha muito mais liberdade entre as pessoas. Não tinha medo de fazer um elogio para uma menina e depois ela dizer que estava sendo machista. Não tinha medo de entrar sozinho num elevador sem câmeras com uma mulher porque lá na portaria ela poderia sair gritando que tentei algo a mais com ela. Não tinha medo de no nosso grupo de amigos ter somente um negro, que depois poderia dizer que estávamos sendo racistas e obrigando ele a fazer isto ou aquilo.
Sabe que outro dia pensei neste sentido e a lista ficou maior ainda. Aí fiquei pensando que para não sofrer muito, o negócio é seguir meio solitário porque a interpretação que as pessoas dão é terrível. E pior ainda quando não vão dialogar direta, aberta e francamente. Mas, ser mais solitário também não é bom, porque perde-se o contato, a química com as pessoas, os seres humanos.

Consumidores devolvem embalagens para os fabricantes. 2/8/2017.
Se a moda pegar será muito bom. E o que dizer dos importados que geram montanhas de lixo? Enquanto isso ficam fazendo encontros e mais encontros, num faz de conta o tempo todo. Se fosse proibida a produção daquilo que depois do uso não pode ser reciclado tudo mudaria. Mas, o argumento contrário é de que isto seria um caos social. Porque as indústrias geram emprego para as pessoas. Um argumento que no curto prazo faz sentido e no longo prazo leva todos para o mesmo fim mais rapidamente. Procuram-se tantas soluções e para o lixo é feito muito pouco. Um caso aqui e outro ali. Num país onde quem está no poder se mantém pela troca de favores e benesses dificilmente algo irá acontecer antes da perda de muitas vidas. Ouvi de um amigo que a economia quebraria antes do meio ambiente. Penso que pelo andar da carruagem grande parte das pessoas irão morrer muito antes da nossa mudança para uma vida mais sustentável.

Crescer e um dia morrer. 21/7/2017
Seguimos com muitas conferências, reuniões, grupos de trabalho e cada vez mais se vê tudo ao redor bem mais deteriorado. As ações de conservação são poucas e viajando pelos três estados do sul do Brasil dá para perceber que continua o avanço sobre as matas para aumentar a área de plantio. Alguns locais com a erosão avançando e aparentemente ninguém estranha ou pergunta por que tem que ser assim. Afinal, sempre foi assim.
Ano que vem teremos debates sobre a água, com participação de diversas nações, aqui no Brasil mesmo. Todos estão se esforçando para mostrar o que estão fazendo, pode até às vezes não ser, mas cada um aumenta o ponto a seu favor. Um dos grandes problemas que percebo é relacionado diretamente com a água, o lixo. Sim, está passando de modo sorrateiro. Continuam existindo lixões e mesmo se tivéssemos aterros sanitários isto não seria garantia de problema resolvi.
Qualquer canto escondido, estrada, terreno baldio, mata torna-se candidato a receber o depósito daquele sujeito sem noção que larga o lixo ali ao invés de levar para os locais de destino apropriado. Isto é, não adianta fazer um lugar onde se coloque corretamente o lixo se vivemos entre uma maioria sem educação, sem cultura.
O pior é que ainda preferem a quantidade ao invés da qualidade. É município feliz porque suas projeções são de aumento da população. Mais verbas virão porque tudo é contado por cabeça como boi no pasto. Quanto mais habitantes mais verbas e mais necessidades para serem atendidas. Quando vão parar e descobrir que quem é rico não sai passeando com um carro cheio de filhos sem muita condição.
Aumentar a população é aumentar a pobreza porque já somos muitos para conseguirmos viver em condições dignas, nem estou levando em consideração ser rico. Então ficamos todos reféns e nada parece querer mudar.
Neste sentido tem uma ideia que estou pensando ser boa. Se o sistema atual tem oposição, posso dar minha opinião de que deveria ser isto ou aquilo para um aumento de população. Aí se forem tomadas várias opiniões o sistema como tal tenta se manter, agradando um pouco aqui e um pouco lá. Resultado, ele não muda.
Assim, o melhor seria ajudar a crescer mas sem apontar as condicionantes para este meia boca de solução que não resolve nada. O sistema cresceria mais rápido e implodiria mais rápido ainda, dando lugar a outro. Existem algumas perguntas para isto acontecer que não consegui responder. Como proceder para incrementar o crescimento de modo mais acelerado sem ser quem manda? Será que a natureza aguentaria ter alguns de nós depois disto tudo?
O que é certo é que o crescimento um dia para e morre. Já tivemos quem nos antecedeu e assim seguiremos. Duas considerações que ainda animam. Não temos mais romanos entre nós e a Europa não nasceu culta.


Fidelidade. 5/7/2016
Os ladrões, corruptos, corruptores e tudo o mais, que ainda a maioria das pessoas entende como não serem boas para a sociedade, são mais fieis entre si. O poder de todos eles é grande e ninguém quer perder. Assim, entraram de vez na coisa pública, na política, para aumentar ainda mais os seus tentáculos e sangrar dos outros para obter mais fortunas. O risco maior está em ver pessoas que aparentemente honestas tecem elogios a fidelidade entre bandidos como se ser bandido fosse tão normal como é trocar de camisa quando está suada. Precisamos estar atentos se ainda acreditamos na honestidade, na ética, na preocupação com o outro. Porque é sempre mais fácil um honesto virar ladrão do que o contrário. Porque a fidelidade com honestidade não vai trazer nenhum glamour pessoal e sim somente uma sociedade mais harmônica onde todos possam viver bem.

Pensando fora do quadrado. 29/6/2017.
Agora pensando fora de qualquer quadrado lembro de quantas tribos, comunidades, sociedades, reinos e estados já nos precederam. Quando vamos aprender e viver ciclicamente, altos e baixos, nascimento e morte? Será que nosso sistema atual que nasceu corrupto finalmente dará lugar a outro, ou ainda tentará sobreviver a custa da vida de todos?

Parar de ajudar. 28/6/2017.
Dizem que a criança só aprende a andar caindo e levantando.
A minha sugestão é parar de ajudar naquilo que não se acredita ser a solução para o problema. E que ninguém venha com falsos moralismos para justificar ajuda a necessitados que amanhã vão continuar sendo necessitados e usados para manter tudo como está.

Aqui ainda vale a esperteza. 27/6/2017
Uma aluna depois de passar um fim de semana fazendo um trabalho sobre maioridade penal para um café filosófico postou a seguinte frase. “Engraçado, perder horas de sono fazendo um trabalho sobre maioridade penal , sendo que nenhum menor detido tá fazendo trabalho pra discutir a vida de adolescentes que acordam cedo todos os dias e vão a luta HONESTAMENTE.”
Hoje, passados 1 ano e 7 meses, do crime ambiental de Mariana, ainda não há plano de recuperação de áreas atingidas e a Samarco não pagou nenhuma das multas federais, e parcelou uma multa estadual em 60 parcelas.
Em visita a Noruega o Presidente do Brasil juntamente com o Ministro do Meio Ambiente do Brasil ouvem um pito e que não receberão mais verbas da Noruega para manter a floresta amazônica se o desmatamento aumentar.
Enfim, numa colônia vale a esperteza e não interessa nada mais a não ser salvar a própria pele. Com toda corrupção correndo solta, fica difícil até acreditar em si mesmo e de que ainda é possível reverter um quadro deste sem desaparecer.
Antes que esqueça, tivemos na região sudoeste do Paraná perdas com feijão e milho por causa das chuvas e geada antecipada. Será que estavam segurados, até quando as companhias de seguro vão cobrir perdas com mudanças climáticas? Dinheiro não alimenta ninguém se não tiver onde plantar.

Civilidade. 16/6/2017
Ultimamente está interessante perceber como de um lado estão os que em particular xingam e reclamam de outra pessoa que é mais pública, tem mais poder e aqueles colunistas que precisam de um pouco mais de tato antes de defender que xingar  em particular não é um ato civilizado. Ora, como ser civilizado se quem está no poder, bem armado para estar lá, sem nenhuma preocupação com a civilidade, segue fazendo o que quer? Lembro que dias atrás vi um painel apontando os vereadores que estavam querendo criar mais um gasto para o contribuinte pagar. Logo vieram vereadores “ofendidos” dizer que não era bem assim, e que deveriam ver o que estão fazendo de bom pela população. As pessoas que estão no poder e aqueles que estão a serviço destes quando tornam a maioria pessoas ainda mais desgraçada em sua vida diária, irão provocar com certeza uma explosão pela falta de uma saída civilizada. É mais ou menos como o julgamento da chapa presidencial vencedora das últimas eleições. Como não começou com o pedido correto de cassação foram absolvidos e tudo bem. Mesmo quando os juízes sabiam das falcatruas. Como ser civilizado se as lições são todas ao contrário o tempo todo? Sou totalmente contra a força bruta, mas a natureza não tem nenhum problema quanto a isto. Porque teríamos nós que fazemos parte dela? Porque ainda não li nenhum colunista que tenha reclamado apontar o que fazer de concreto a não ser recitar as cartilhas de civilidade mofadas e que a muito tempo não fazem parte da biblioteca das nossas elites, dos que exercem o poder sobre a sociedade.


Depois que o TSE absolveu hoje a chapa Dilma/Temer de ilícitos na eleição de 2014. 9/6/2017

Teste seus conhecimentos fazendo associação da frase com seu autor/cidade natal.

1 - Diamantino - MT
2 - Caetés - PA
3 - Catolé do Rocha - BA

A - Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin
B - Gilmar Ferreira Mendes
C - Luís Inácio Lula da Silva

[  ]   [  ] “Ninguém neste país tem mais autoridade moral e ética do que eu para fazer o que precisa ser feito.”
[  ]   [  ] "É muito fácil fazer o discurso da moralidade, ninguém venha me dar lição aqui, de combate à corrupção"
[  ]   [  ] "Recuso o papel de coveiro de prova viva."

Para refletir depois de responder. Um ditado diz algo como: nos menores frascos estão os melhores perfumes. Será que isto também não se aplica a frases marcantes e de grande valor? E mais uma para não perder a oportunidade. Quem tem ética e moral precisa estar falando o tempo todo que tem?

obs.: é só o que dá para fazer, uma questão de prova um dia. E de agora para frente fica aberta uma brecha que vai sangrar nossa cidadania por muito tempo. Se o pedido/acusação por não cumprimento da lei não for feito corretamente todos podem escapar ilesos. E é algo como a defesa colocou no início, se durante um processo o juiz fica sabendo que foram cometidos outros ilícitos ele não pode fazer de conta que não sabe esperando que alguém denuncie. Porque corre-se o risco de absolver na primeira porque era algo pequeno de alguns milhões de Reais e lá na frente aparecerá uma bola de neve muito maior. O tempo dirá se certo ou não. Mas, como não acredito em conversão de quem está no poder, penso que todo o cuidado é pouco.


Ainda temos esperança? 9/6/2017
A melhor notícia de hoje cedo foi que o time do Brasil perdeu o jogo para a Argentina na Austrália. Nada contra o futebol, mas neste momento de julgamento no TSE da chapa Dilma e Temer das últimas eleições, sem um resultado positivo no jogo os noticiários não irão gastar um tempo enorme com isto e deixarão mais espaço para notícias sobre o julgamento. Estamos simplesmente indo a fundo em toda esta roubalheira instaurada desde os tempos de colônia. Afinal, todos nós descendentes brancos e negros nunca fomos destas terras. Chegamos aqui no passado das mais diversas formas e continuamos de certa forma porque ainda é possível viver aqui sem acabar com tudo. Por isto é preciso não deixar mais que poucos usurpem o que pode ser de todos e possibilidade de existência digna para todos. Espero que nossas instituições ainda fiquem de pé e não venhamos a ter soluções outras como já acontece nas favelas. Se as instituições não derem o exemplo, se os poderes não buscarem seus fundamentos, o porque estão aí, pouco restará e será instaurada a confusão geral. Porque dias atrás, numa escola uma professora foi agredida por alunos porque ela cobrou deles em sala de aula a tarefa. Virou caso de polícia numa cidade próxima, em Dois Vizinhos.

Pioneiras que poderiam ser os pioneiros. 30/5/2017.
Lendo “What We Learned in the Raiforest” de Taichi Kiuchi and Bill Shireman, a passagem: “Se os recursos fossem abundantes na mata tropical, não haveria lugar para tais especialistas. As espécies consumidoras e de crescimento mais rápido as deixariam prontamente para trás, e a floresta não tardaria a ser dominada pela monocultura de estrategistas-r, como as denominam os ecologistas: espécies pioneiras crescem com rapidez, produzem muitas sementes e morrem cedo. São chamadas de “pioneiras” porque seu crescimento e sua fertilidade permitem-lhes dominar velozmente um campo aberto; e de estrategista-r porque sua estratégia central é a reprodução em massa.”
A associação foi direta pelo fato de estar residindo numa região que em muito valoriza seus pioneiros. Com toda a razão, porque num campo aberto, numa nova terra, são as pioneiras que vem fazer uma primeira cobertura vegetal. É só cortar um lugar e deixá-lo sem vegetação, como os muitos loteamentos que temos por aqui, que é possível observar esta sucessão. Talvez os pioneiros, humanos, não tenham agido assim porque se derrubavam as matas para garantir a sobrevivência. Diziam ser uma favelização do interior do Brasil. Tudo bem, nós não precisamos discutir se certo ou errado, não podemos com as informações de hoje julgar quem no passado não as tinha.
Mas, no presente não podemos querer insistir em manter o pioneirismo porque ele não garante a perpetuação e continuidade da ocupação e evolução. É preciso especialização numa segunda etapa. Precisamos decidir o que queremos ser e quanto mais diverso melhor. “A diversidade funciona” como afirma Richard Koch. Devemos sempre lembrar os pioneiros e que sem eles não estaríamos aqui hoje. No entanto, evoluir é preciso e os pioneiros prepararam esta condição. Cumpre a nós fazer o melhor uso dela e tomar as melhores decisões para o futuro que almejamos.

Cadeira vazia. 30/5/2017
Constrangido tenho que reconhecer que deveria ter enviado convite para a peça de teatro, O Pequeno Príncipe, que foi apresentada pelo grupo de teatro da UTFPR de Francisco Beltrão agora a pouco no Espaço da Arte. Ótima apresentação, trazendo com leveza a obra de Antoine de Saint-Exupéry. Sei quanto é preciso se dedicar, ir além dos estudos para apresentar uma reflexão bem atual para o público. Todos na maior parte do tempo continuamos vendo somente o chapéu.
Ver cadeiras vazias no teatro é sempre triste para a cultura, para os iniciantes, para aqueles acostumados com grande público. Sempre é melhor ter pessoas reclamando que não tinha lugar para todos no teatro do que uma cadeira vazia que prende o olhar, mesmo sendo por milésimo de segundo. A interrogação é a mesma. Por quê?
Assim, será preciso começar a transgredir o combinado e convidar. As pessoas podem não vir como acontece muito ainda. Mas, a Europa não nasceu culta, temos uma chance, podemos ser melhores. A cultura, e quanto mais diversa melhor, fez, faz e fará toda a diferença para todos.

Para avaliar se vale a pena voltar. 28/5/2017
Você escolhe sair à noite, talvez encontrar alguns conhecidos para ouvir boa música. Locais existem vários e com o tempo comparações acontecem. Lá é melhor a comida. Lá é melhor o som e por aí vai.
Assim, penso que para ser considerado um bom lugar, ele deve ter primeiramente pessoas boas. Se tiver revista na entrada já não serve. Por quê? Porque se for por causa da bebida, indica que as pessoas que frequentam o local não são lá tão éticas assim. Afinal, todos nós sabemos que os bons lugares têm seus lucros na comida e bebida. Se a revista for por problema de segurança então o melhor é dar meio volta, porque isto indica que os frequentadores podem se exaltar e tomar outros rumos quando alterados.
Seguindo, quando o atendimento tem dificuldades, o garçom quando vem atender explica que por razões de casa cheia, pelo sucesso do conjunto, o atendimento está prejudicado e pede para as pessoas esperam pacientemente. Isto é muito diferente de você chegar num lugar sentar-se à mesa e levarem 15 minutos para vir atender e outros 30 minutos para servir seu pedido.
A questão higiene não pode ter falhas. Se você chega ao lugar e foi usar o toalete depois de mais ou menos 2 horas de casa aberta, e não tiver coisas básicas como água, papel e sabão; desista que ali não é bom para voltar.
Bem, se a música for muito boa e for a primeira vez no local aí não tem jeito, mas nas próximas é melhor esperar que toquem em lugares que gostam de receber seus clientes com profissionalismo e qualidade, cobrando o justo pelo serviço.


Final de show. 28/5/2017
A insanidade espalha garras em todas as direções levando a tormentos maiores. Um círculo vicioso que se retroalimenta. A ignorância nasce pronta. Somos como papagaio de pirata. Sabemos repetir e não compreendemos. Uma dificuldade que aqui num final de show percebo tornar a situação mais grave. Seguimos como animais domados por vários controles que ninguém mais sabe por que existem. Perdemos a noção de que viver é o prazer da surpresa. Daquilo que novo espreita pela janela de oportunidades. Como seria sem serem as sombras que vagam perdidas e sem vontade para nada? Somos condenados? Seria o fim?. Amanhã todos seguirão sua vida medíocre e a letra da canção irá desparecer numa citação ou lembrança cantarolada. Perde-se a oportunidade de se questionar, por em dúvida a própria certeza de valor duvidoso. Isto deveria mudar ou será que somente quem mudou sabe a diferença?


Impressionante. 26/5/2017.
Depois que uma amiga postou isto: "Gostaria que cinco de meus contatos copiassem e publicassem este post (não compartilhar) . O objetivo é mostrar que existe sempre alguém para te ouvir, se precisar! !!! E acho que sei quem o fará!"
Respondi: Acho impressionante a virtualidade que se multiplica num pequeno esforço. Enquanto isso continuamos não querendo ouvir ninguém e nem jogar conversa fora porque isto é perder tempo. Risos bem reais aqui, para compartilhar vamos marcar um encontro real?


Seguir com quem quer. 26/5/2017.
Neste ano decidi seguir somente com quem quer e não ficar ligado a quem não quer. Parece ser uma afirmação infantil, porque a lógica do ou isto ou aquilo é o cotidiano da maioria. Vou então aprofundar um pouco mais pelas últimas notícias e artigos lidos e algumas dúvidas que tenho e que deveriam ser dúvidas daqueles que se julgam os melhores acima de tudo.
Vamos para o caso da corrupção. As entidades de classe são leais e buscam o melhor para os seus pares, associados que pagam caro. Por exemplo, a OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, prima pela qualidade, regulação e boa imagem da categoria. Isto é, quanto melhor, melhor são os honorários, tanto assim que existe o exame para poder exercer a profissão. E assim, existem os diversos conselhos de classe. Minha dúvida é a seguinte: porque estas entidades mantêm em seus quadros advogados condenados pela justiça? Seria uma brincadeira?
O mesmo vale para as empresas. Numa leitura de jornal o comentarista escrevia que as empresas são as grandes geradoras de bens para a sociedade. Concordo, porque o próprio empresário faz parte da sociedade. E aí você tem uma parcela obrigatória de contribuição da indústria, que é destinada ao SENAI, que possui um programa de formação de público para apresentações culturais. Aqui ao menos, em nossa cidade, são uma lástima quanto ao público que comparece e quando me perguntaram porque eu respondi. É porque o empresário não acredita que a cultura é melhor para a sociedade, porque se acreditasse ele estaria sentado na primeira fila e incentivando seus funcionários a virem. Tão simples assim.
As empresas denunciadas e corruptoras confessas continuam fazendo parte das suas respectivas federações e não vejo nenhuma empresa associada das mesmas reclamando e dizendo que são sérias e que as federações não deveriam aceitar este tipo de associado. Para que existem os mais variados conselhos de ética em todas as entidades? Só para os outros verem que são sérias, quando de fato não funcionam?
Mas, voltando ao seguir com quem quer. Agora a pouco li uma notícia do Observatório do Clima que dizia: “Antes fora do que dentro. Na semana em que Donald Trump fez sua primeira viagem internacional e ouviu de líderes mundiais apelos (cada vez mais constrangidos) pela permanência dos Estados Unidos no Acordo de Paris, um pesquisador australiano resolveu desafiar a corrente. Luke Kemp, da Universidade Nacional Australiana, publicou na revista Nature Climate Change um comentário argumentando que, para o bem do acordo, é melhor os EUA ficarem de fora do que permanecerem dentro bloqueando o avanço. Afinal de contas, diz Kemp, a decisão mais fundamental e danosa Trump já tomou: não cumprir a NDC e não dar mais dinheiro para o Fundo Verde do Clima.” [O negrito na citação é meu].
De que adianta ficar com quem não quer e que ainda por cima atrapalha os outros que estão querendo. O pesquisador australiano está certo porque o que funciona é a diversidade. Richard Koch é uma boa lembrança neste momento, “ A diversidade funciona. Sempre leva a uma diversidade cada vez maior, e a um crescimento sustentável.”
Portanto, se quisermos existir enquanto espécie humana, precisamos ser sustentáveis, e isto implica em não querer ter todos no mesmo grupo, na mesma monocultura (monocultura é o pior do agronegócio e está aí provando com suas perdas de produção a cada ano pela falta de diversidade.), é preciso diversificar e quanto mais diverso melhor para todos. Até para aqueles que acham que não precisam ser sustentáveis. Siga com quem quer porque empurrar peso morto exige muito mais esforço.


Somos ricos. 24/5/2017
Nossa colônia chamada Brasil continua sendo rica e muito bem saqueada. Aqui você começa num cantinho, uma portinha e se expande em uma geração tornando-se multinacional com sede e controle fora do país. Mas, para dar certo você precisa estar aliado com o poder e de preferência corrompê-lo para que continue a serviço de mais poder ainda.
Enquanto isso a maioria fica vivendo de migalhas e a livre iniciativa não se manifesta porque no fundo quem não está lá fica se perguntando por que não lucrou também. Porque não se tornou poderoso a ponto de manipular toda a massa.
Sabemos pelos montantes envolvidos que somos ricos e que daria muito bem para todos estarem vivendo bem, com uma classe média grande e onde a pobreza de fato teria sido eliminada. Mas, isto não interessa ao poder e enquanto dizem que somos pobres, ruins em tudo, uns poucos fazem suas fortunas porque a pobreza sempre deu lucro.


Ladrão. 18/5/2017
Gritei, pega ladrão e
A dúvida paira até agora.
A maioria saiu correndo.
Será que foi para ajudar a pegar?

Toda esta corrupção e roubo só são reconhecidos por aqueles que não estão recebendo e por aqueles que pagam a conta de tudo. A ética e moral da bandidagem estão ganhando de lavada, enquanto fica-se assistindo fazendo piada, sem nenhuma idignação de fato. Tudo porque até agora só estamos nas bordas da lixeira. O centro dela, aquele que detém o controle dos fluxos financeiros e decide quem vai ter o que, está cuidando para que tudo daqui a pouco se normalize. Esta quebradeira deveria uma vez atingir a todos. Mas, continuamos sendo simplesmente uma colônia, onde uns poucos agradam ao rei enquanto ficam com alguns trocados. Somando todo este dinheiro de corrupção para lá e para cá nunca ficamos sabendo que somos de fato tão ricos. No entanto continuamos tão desgraçados por viver neste país chamado Brasil.


Separação que mata. 14/5/2017.
Tudo o que é unido permite viver e driblar a morte. A separação é o contrário e hoje tive mais uma vez esta confirmação. Posso me considerar cidadão planetário ainda não de todo completo, mas continuo neste sentido. Atualmente em Francisco Beltrão, resolvi conhecer as belezas naturais e paisagísticas de nossa região e fazer uma espécie de álbum na internet. Publico também no Facebook para incentivar as pessoas a buscarem novamente se religar com a natureza da qual estamos por demais separados. Um conhecido fez um comentário sobre uma cachoeira que no seu tempo de juventude e talvez já adulto conhecesse. Disse que tem mais de 30 anos que não vai ao lugar. Isto é, todo este tempo criou uma distância que contribuiu de certa forma para a degradação ambiental da região. Posso estar enganado, mas só cuidamos daquilo que nós conhecemos e de que estamos pertos e vemos constantemente. Não ir aos locais, cria uma distância que também não mais busca o cuidado. É muito tempo, sem sentir o prazer do som ensurdecedor das águas caindo. Aquele prazer de querer ficar lá, mergulhar para nunca mais voltar. A separação mata qualquer conexão e se quisermos de fato melhorar nossa qualidade de vida, precisamos novamente trazer as pessoas para estes locais, sentirem a presença e a conexão natural com o que garante nossa existência gratuitamente. Espero poder conseguir fazer isto também e assim contribuir para que no futuro possamos continuar existindo como espécie humana e que outros que não conheço também tem este prazer da união com a natureza.

A competência não vale. 13/5/2017
O problema não é se direita ou esquerda, o problema é quem decide sobre a circulação do dinheiro. Quando ele não circula nos meios de troca e é acumulado por poucos surgem todos os problemas como a corrupção, o roubo, a usurpação do outro e assim por diante. É só pegar o melhor funcionário de qualquer categoria, em qualquer negócio, sem esquerda ou direita, disto ou daquilo, e ver que ele nunca poderá ter as mesmas benesses de seu patrão simplesmente porque é o seu patrão quem decide o que ele terá e não a sua competência.

Mais asfalto. 13/5/2017
A lembrança da maioria da população por ter uma defasagem grande no tempo perde-se com facilidade e força ao mesmo tempo ações ignorantes que depois prejudicam os mesmos. Um dos exemplos é a opção pelos carros nas cidades. Anuncia-se aqui e ali mais asfalto nas ruas. Aquele menino pobre que andava em ruas barrentas não conhecia a calçada e hoje continua não sabendo que são elas que servem para as pessoas caminharem. Resultado, ele só sabe trazer asfalto para as ruas porque nos acostumamos a olhar aquilo para o qual nosso olho e por consequência o cérebro está treinado para reconhecer.

Porque sou contra o Projeto de Lei do Senado nº 221, de 2015. 10/5/2017
Existe quem defenda e quem não o meio ambiente. O que já é no mínimo estranho e contraria uma lógica muito simples. Se a natureza prove a vida de todos e se nós fazemos parte do todo, então nós precisamos cuidar da natureza, porque cuidar dela é cuidar de nós mesmos. Isto é claro para todos?
Não, e todos os que poluem, causam danos, tem justificativas econômicas e sociais para seus atos. E como a maioria é totalmente alheia ao que acontece ficamos nesta situação de como muitas outras espécies acabar sendo extintos.
A razão deste início é a tentativa de novamente alterar a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), Lei Nº 9.795 de abril de 1999, fazendo com que a Educação Ambiental (EA) se torne uma disciplina obrigatória no ensino fundamental e médio. Todos nós concordamos que quanto mais educação melhor e para a maioria educação e disciplinas escolares são sinônimos quando na realidade não são.
A política atual estabelece que a EA é uma responsabilidade de todos e deve permear toda a sociedade. No passado lembro que tive uma disciplina denominada “ecologia”, ela era a responsável por resolver todos os problemas do mundo, enquanto que as outras disciplinas continuavam fazendo mais do mesmo. O resultado foi que não deu certo porque contraria o que foi apresentado no primeiro parágrafo deste texto.
Esta tentativa de novamente transformar em disciplina irá gerar o mesmo resultado. Então fica uma dúvida. Porque esta nova tentativa? Posso colocar o que penso sem ter pesquisado muito, somente rememorando algumas situações. A primeira é econômica com transferência de responsabilidade. Porque você agrada quem quer dar aulas de EA com todos os outros que já dão aulas em diversas disciplinas e não tem a EA em seus conteúdos e nem querem. Porque existem muitos que estão fazendo e encontrando bons resultados no conjunto escola, comunidade e sociedade.
A outra é acenar com um tema mais palatável e até tecnicamente viável. É só ver o que acontece com disciplinas como filosofia e artes. São relegadas para um segundo plano, quando são essenciais para uma sociedade que deseja evoluir.
E finalizando, penso que se fizéssemos uma pesquisa agora para saber quantos professores ao menos leram uma vez a PNEA e dialogaram sobre a mesma em suas disciplinas teríamos uma mensuração melhor do tamanho do problema. O fato é que na EA temos ainda muito discurso e pouca prática educacional de fato. Porque ao mesmo tempo em que dizemos que a educação é essencial e melhora tudo, nós ainda acreditamos que a disciplina, materialização de conteúdo específico, vai resolver tudo.
Se você concorda, peço para ajudar e votar contra o Projeto de Lei (PLS nº 221/2015) acessando http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/120737 .

Gosta de política? 7/5/2017
Sim e estar aqui para uma reunião e uma troca de informações para verificar se será possível fazer algo em conjunto é política. A pessoa olhou meio estranha e depois arrematou. Eu gosto de fazer política, esta movimentação toda, as idas e vindas. Questão. Ela estava se referindo ao partidarismo enfadonho que nos cerca e que muitas pessoas gostam simplesmente para saber quanto poder elas tem sobre determinado número de pessoas. Seguindo na conversa perguntei se sabia quantos votos cada vereador tinha de fato recebido nas urnas. Não sabia. Então, o número de votos lá sentados não representa a vontade da maioria, porque a maioria dos votos vem pelo sistema que não representa. Enfim, tudo continua na mesma com o passar dos anos. Discursos sobre discursos e tudo montado para que o desinteresse continue. Ninguém quer participar ou arregaçar as mangas de fato tendo este modelo único como opção. Mas, quem está no poder gosta desta política partidária e mesquinha enquanto se deixa de lado a verdadeira política que é a interação, a busca por uma polis melhor para todos.

Último Religar Semanal. 1/5/2017
O Religar Semanal chega ao número 50. A ideia foi sempre trazer reflexões que pudessem promover possibilidades e oportunidades. No entanto cada projeto que se tem precisa de mensuração de resultados e não tendo é preciso seguir em outra direção. Afinal, a fila sempre anda e o tempo é implacável.
http://religar.net/files/Religar-Semanal---Numero-50.pdf.

Sobre jardins verticais. 3/4/2017
Esquecem que a natureza não é rede social no sentido de que a imagem está valendo desde que tenha muitas curtidas e compartilhamentos. Na vida real precisamos compartilhar a atitude de plantar mais árvores e isto também não quer dizer transformar tudo em monocultura. "A diversidade funciona". Arborizar áreas urbanas e recuperar mata nativa, ampliando as áreas de proteção são ações que melhoram a qualidade de vida de todos.

Verdade. 1/4/2017
Quando ouvi alguém dizer que é a primeira vez que a verdade será contada fiquei em silêncio alguns segundos.
Retruquei: você está querendo dizer a sua verdade ou no máximo de algum grupo que você representa e que não conheço.
Ele afirmou novamente: é a primeira vez que a verdade será contada.
Analisei um pouco mais e percebi quanto nos falta para sermos livres da imposição da verdade. Da imposição aberta e direta ou mesmo daquela que repetida milhares de vezes torna-se verdade para a maioria. O que é a verdade?Verdade.
Quando ouvi alguém dizer que é a primeira vez que a verdade será contada fiquei em silêncio alguns segundos.
Retruquei: você está querendo dizer a sua verdade ou no máximo de algum grupo que você representa e que não conheço.
Ele afirmou novamente: é a primeira vez que a verdade será contada.
Analisei um pouco mais e percebi quanto nos falta para sermos livres da imposição da verdade. Da imposição aberta e direta ou mesmo daquela que repetida milhares de vezes torna-se verdade para a maioria. O que é a verdade?

Tempos muito difíceis. 18/3/2017.
Estes são tempos em que vale somente o resultado econômico no final, se morrem algumas pessoas isto faz parte e nada mais acontece. E assim, além de sermos exímios depredadores da natureza, aos poucos, se já não há muito tempo, deixamos de ser humanos, ou melhor, criamos diferenças para não considerar a humanidade em seu todo. Vale o meu grupelho, o meu partido, a minha religião, a minha entidade, a minha gangue, o meu grupo de interesses escusos, e a lista fica interminável.
O exemplo marcante, nacional e recente é Mariana em Minas Gerais. A barragem da Samarco se rompeu e mesmo com pessoas que morreram ninguém foi processado criminalmente. É feita uma construção, tem responsável e depois que passa a funcionar ninguém mais é responsabilizado por nada. Se isto não é uma diferenciação entre humanos então é o que?
Lembrando que as grandes mudanças, domínio de uma sociedade sobre outra aconteceram pelas armas, pelos germes e pelo aço, conforme Jared Diamond. Qual é a saída que resta para as grandes massas de humanos alijadas e controladas para se manterem submissas? Desenvolver alguma doença (germes), meio difícil. Alguma tecnologia para se tornar independente, a maioria deve ter pensado nisto quando a mineradora prometeu mundos e fundos. Esqueceram que a barragem era também uma arma.
E continuamos nos tempos difíceis com discursos de que a pessoa não pode em último caso e situação crítica defender sua própria vida. Ela não deve demonstrar reação ao bandido para que ele não atire nela. Mas, ninguém faz a pergunta por que para o ladrão fica cada vez mais fácil assaltar e sair-se bem. Até as instâncias públicas e administrativas já descobriram isto e continuam assaltando porque não podemos reagir, para não nos matarem de vez. Tempos difíceis estes.


Sugestões para revisão do Plano Diretor de Francisco Beltrão - PR. 6/3/2017.

1- Não expandir a área urbana pelos próximos 10 anos.
Isto obrigaria a sermos inteligentes e estudar melhores soluções para a área urbana, principalmente os vazios urbanos especulativos.

2- Cumprir a legislação vigente para topo de morro e fundo de vale.
Fiscalização e criação de meios fáceis para a participação da população por denúncias através de aplicativo: registro fotográfico do local, data, hora e coordenadas geográficas, gerando um protocolo para que o denunciante possa acompanhar. Criar transparência na área ambiental quanto a autuações, fiscalização, multas e outros. Se a administração é pública toda a população precisa saber o que está acontecendo.

3- Francisco Beltrão ser signatária do Programa Cidades Sustentáveis.
Para ter uma cidade com qualidade de vida e padrões referenciados e reconhecidos nacionalmente. Além de ser uma importante ferramenta para participação de toda a população.

4- Estabelecer metas e prazos para cada um dos objetivos da Política Municipal de Meio Ambiente e Política Municipal de Educação Ambiental.
Estas metas e objetivos com ampla transparência e divulgação para que os munícipes saibam de fato o que está sendo feito e porque. Caso contrário ficamos com algo como até hoje. Existe, mas não se sabe o que foi feito.

5- Compostagem domicilar de resíduos orgânicos vegetais.
Acrescentar na lei de cisternas para construções novas, que venham a ser reformadas, alteradas, a inclusão de um local para fazer compostagem de acordo com a previsão de número máximo de pessoas que poderão ocupar o imóvel. Deve valer para todos os tipos de habitação, uma vez que é possível fazer em apartamentos também.

6- Mapa de cheias disponível facilmente para toda a população, inclusive via aplicativo referenciado por coordenadas geográficas.

7- Criação do Instituto de Planejamento Urbano autônomo através de lei específica.


A estreia que não aconteceu. 23/2/2017.
Era para ter sido declamado um poema de minha autoria no Espetáculo Renascimento Cultural que aconteceu agora a pouco no Espaço da Arte em Francisco Beltrão. Umas duas horas antes do espetáculo é que me dei conta de que seria minha estreia no teatro, na voz do ator Guilherme Lima.
Uma frustração entre as muitas da vida, não pelo não acontecimento, mas pela promessa não cumprida. Já estava estranho no dia do primeiro ensaio, quando pediram para levar os poemas que tinha enviado porque deu problema de impressão. Aí num momento do primeiro ensaio, o diretor do espetáculo Vilmar Mazzetto sai com a seguinte afirmação, olhando para mim, “se eu consigo colocar a poesia do Cláudio Loes no espetáculo eu consigo fazer qualquer coisa”. Eu não ia mandar nada, pediram na primeira reunião onde todos foram convidados e que se alguém quisesse apresentar sua arte que mandasse várias opções para escolherem uma. Resultado: escolheram uma, estava no roteiro e não aconteceu. Fico muito chateado porque ainda sou ignorante e acredito que as pessoas vão fazer tudo o que prometem e todos se darão bem.


Doação de alimentos. 13/1/2017
Lendo a notícia " Doação de alimentos pode render benefícios a empresas" - http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/11/10/doacao-de-alimentos-pode-render-beneficios-fiscais-a-empresas, fico pensando que tem algo errado nisto tudo. A ideia básica é de que 5 dias antes da data de validade os alimentos possam ser doados e para incentivar que isto ocorra está prevista uma dedução do imposto de renda de até 5%.
De um lado está se empurrando muita coisa desnecessária que depois tem um desperdício enorme lá na ponta consumidora. Por outro lado com uma medida destas não se irá procurar eficiência na logística e produção porque um valor "mínimo" estará garantido para o excesso de produção que teria validade vencida na prateleira.
A justificativa de alimentar quem não tem condições é um apelo e tantos que esconde uma sociedade que nada tem de social. Ela é puramente apelativa, não procurando de fato ser melhor em seu todo. Se tem alimento sobrando e ficará vencido o que precisa ser feito, não é usar a pobreza como massa de manobra. Deveria isto sim ter uma responsabilização financeira por produção de excessos desnecessários. E quanto a pobreza que fique sendo um questionamento o incentivo que damos a ela para continuar. Se quem não tem condições de se alimentar, passar a receber alimentos, existe uma grande chance de multiplicar o número de pobres e não o contrário.
E continuaremos a ser uma sociedade rumo a grandes massas de miseráveis, manobráveis, para deleite de poucos. É isto que queremos?

Sobre a corrupção. 23/12/2016
...ou seria sobre o que se passa nas mentes que não tem nenhuma preocupação com sua moradia, comida, o que vão vestir no dia seguinte.
O dinheiro para corromper não fez falta no caixa das empresas e nem deixou elas endividadas. O que sabemos até agora penso ser pouco e que o modelo todo está corroído pela competição financeira e nada mais sobra. Nenhuma empresa, salvo algumas médias ou pequenas, fizeram declarações através de seus controladores, mostrando-se contrárias a este modelo. A proposta de lei anticorrupção foi boa para ver quem apóia. O silêncio de quem não apoiou também é revelador neste caso. É mais ou menos como aquela história, vai que vou precisar deles amanhã.
Então de uma forma ou de outra isto aqui, o país que dizem ser nosso, é uma mera colônia e vai continuar sendo assim por muito tempo, infelizmente.  
Se existem valores para corromper, é sinal de que não faziam falta no caixa das empresas. E esta ação revela o quanto não somos governados por quem elegemos e sim pelos que são colocados lá. As candidaturas dependem de acordos, dinheiro para financiamento e aí não existe chance nenhum de um governo do da sociedade brasileira e para toda a sociedade brasileira. E ainda querem fazer crer que isto é uma democracia...
Qual é a democracia que pune os que são certos em detrimento dos que simplesmente roubam? Institucionalmente é só ver o socorro do governo federal para com os estados que declararam falência. Aumentam os impostos e a cena se repete. Livre mercado também não serve como desculpa de que tudo vai dar certo. As empresas que corromperam estava ganhando e lucrando. Então o livre mercado favorece a corrupção.
Claro alguns vão reclamar e dizer que não é assim. Perguntem quanto de seus lucros eles pegam e investem em cultura e educação sem ser por leis de incentivo do estado. Leis que fazem abatimento de impostos. Aliás, ações que também foram corrompidas. Declaram-se gastos que não aconteceram e enquanto isto quem quer fazer mesmo fica penando sem recursos. Tudo como se fosse montado para realmente não acontecer.
Tudo isto fico pensando porque admirocada vez mais as pessoas em nossa região que com poucos recursos a sua disposição ainda acreditam que fazer cultura é preciso. Não importa o tamanho, elas ainda pensam que um dia poderá ser melhor. Será que ainda teremos tempo para isto aumentar ou vamos ter cortes por causa da corrupção justamente naquilo que poderia mudar o modelo mental, a cultura e a educação?

Após votação do pacote de medidas anticorrupção - 30/11/2016
Depois do resultado da votação na Câmara dos Deputados desta madrugada, sim porque para isto tiveram tempo e pressa, vamos ver qual vai ser o comportamento dos prefeitos e vereadores eleitos quando nas posses estes mesmos deputados estiverem presentes.
Aí vamos descobrir que de ponta a ponta estamos fritos e quem está no poder nunca vai querer sair de lá. E outra, tudo é montado para continuar assim, a verba para o município que deveria ser uma mera questão técnica passa a depender do deputado para ser liberada ou não.
Enquanto isto ficamos discutindo futebol, tragédias e guerras dos outros enquanto tudo ao nosso redor cai em ruínas. E não pense que isto é só na esfera pública, acontece em todas elas infelizmente.
Não adianta você ser o melhor funcionário, a pessoa mais gabaritada em sua área, porque você nunca poderá usufruir das mesmas benesses de quem paga pelo seu serviço, muito mal pago diga-se de passagem. Está decidido em outra instância quem usufrui ou não de tudo o que a sociedade em seu todo produz. E para nossa desgraça corruptos e bandidos estão incluidos.

John Cage, concerto na Sonata - 21/11/2016
Estes concertos precisam acontecer com mais frequência, a música da desconstrução no sentido de provocar uma abertura para o novo. Nas primeiras é difícil, mas depois o nosso ser se revela e ele gosta da evolução, porque a única coisa certa é a mudança constante.  
Espero que as pianista Lilian Nakahodo e Grace Torres possam voltar, estas apresentações passam muito rápido, elas mudam o passar do tempo.

Porque dançar é o que importa. - 20/11/2016
Dois dias de apresentações do CentrodeArtes Performancefb com direito ao diferente, a busca da perfeição desde pequenas e pequenos, a diversidade da experiência acumulada e tudo acontecendo na harmonia da dança foram ótimos.
Pessoalmente tenho uma definição de estilo para nossas escolas de dança de Francisco Beltrão e começar com a ousadia e irreverência adolescente na mistura de sons, cores e movimentos com volume de presença no palco foram além da expectativa.
Como um mortal comum também tenho expectativas a cada ano, um desafio pessoal para saber quanto consigo prever. E assim, viver momentos de magia, mesmo longos, foi aprazível e vou guardar este comentário para conferir as mudanças no ano que vem.
Parabéns a todos da escola e em especial para as bailarinas Desirê Elli Scalabrin, Ana Caroline Tombini e Ediane Cristina.

Viver a diversidade na dança. - 19/11/2016..
Penso ser esta uma maneira das muitas que poderiam definir a beleza do espetáculo do Studio de Dança Giane Bellé que aconteceu ontem em Dois Vizinhos. A “Paquita”, “No Reino dos Doces” e o “Tributo a Elvis Presley” reuniram o Ballet de repertório clássico com sua vivacidade e perfeição, a graça do Ballet Infantil e finalmente a descontração trazendo para o palco a emoção de outrora.
Dançar com tamanha diversidade de bailarinas e bailarinos é uma tarefa complexa. As mãos que criam algo novo, o olhar que antecipa o próximo movimento, as crianças encontrando seu lugar e outras mais mantiveram aquilo que era importante, ser a dança. Dança que uniu valorizando a individualidade de cada um.
Além dos parabéns, prestigiar é a melhor maneira de valorizar. Fique atento, temos muitas oportunidades neste sentido.

Evolução. - 11/11/2016
Um bom exercício para a diversidade pessoal evitando assim a esquizofrenia do pensar é ir participar de algum evento de outra área na qual não se atua. Você acaba percebendo nuances que infelizmente passam despercebidas. Alguém comenta que não gosta de participar de amiggo secreto porque sempre compra o melhor e nunca recebe nada interessante e de valor. Aí outro ao lado entra com o comentário que filosoficamente é justamente o contrário. A pessoa enm procura saber o porque e retruca: pode ser filosoficamente, mas eu prefiro ter mais.
Na outra situação a pessoa está relatando sua experiência de vida frente a uma doença, o câncer e diz que quando soube do diagnóstico a primeira dúvida que surgiu foi saber se iria ter que perder os cabelos durante o tratamento. Ora, ora, toda a importância da vida estava nos fios de cabelo naquele momento. Penso que é preciso seguir uma máxima que se aplica a tudo na vida. Estar sempre preparado porque o que importa é aquilo que se é.
Existem duas maneiras para evoluirmos. Uma é pela descontrução e aos poucos iniciando nova construção. Deixamos de lado os pensamentos mesmo que somente para um exercício e vamos buscando novas possibilidades e oportunidades. Algo do tipo e se fosse desta maneira o que aconteceria. E assim, qual a possibilidade. Ou então não fazemos nada, nem buscamos alguma diferenciação e em determinado tudo implode, entra em colapso e não mais se sustenta. Os que sobrarem terão que se adaptar. O pior de tudo é que o erro se repete. Queremos continuar com nossos pontos de vista presos ao ter do qual nada levamos.


Porque a Educação Ambiental (EA) não levanta voo? - 19/10/2016
Primeiro porque neste país, Brasil, a educação não tem valor. A formação formal ou não tem alguma valia e olha lá, depende tudo do momento. Quanto mais para o interior do país pior. Diz-se que terras por desbravar ou nichos de mercado é sempre melhor porque existe a vantagem da inovação. Tudo uma grande mentira e um grande engodo. Existem verbas para EA desde que existam mais de três fornecedores. Então fica impossível, porque inovação com três fazendo a mesma coisa deixou de ser inovação e virou pastelaria. No máximo o pastel da feira pode ter alguma diferença quanto ao recheio do pastel da padaria.
Só para reforçar a questão de que a educação não tem valor. A maioria acha que a educação é dada pela escola quando esta deveria ser responsabilidade da família. Ou seria por isto que o estado fica contente quando se pedem creches o dia todo para crianças cada vez menores? Assim, o estado educa e diz para onde tudo segue na mesma monotonia.
Pior ainda. Os professores e professoras nunca se questionaram sobre a formação que dão a seus alunos que depois vão ser seus dirigentes e chefes. Eu teria vergonha de nunca ter influenciado para ter um cidadão melhor e que principalmente fosse capaz de reconhecer o valor do profissional que atua no ensino.
Mas, voltando da divagação de quem está bravo porque perdeu um contrato de serviço em Educação Ambiental porque a universidade está fazendo de graça e quem vai fazer, um aluno, veio pedir ajuda, vamos em frente. Isto reforça minha opinião sobre a universidade. A universidade como conheço não tem nenhum comprometimento com os atores sociais que contribuem com ela. Digo isto e posso provar. A mesma universidade que faz de graça recebeu de mim diversas ajudas para melhorar a formação acadêmica. Questionamentos, palestras, práticas críticas e tantos outros.
Existem fundos de Educação Ambiental que agora estou procurando descobrir se tem como ficar fora do apadrinhamento político para fazer um trabalho competente e sério para melhorar este abacaxi no qual estamos metidos. O pior é que os efeitos de todo este desleixo simplesmente afetam a todos. Isto mesmo, afetam a TODOS. A maquiagem agora já não resiste aos temporais de todos os tipos e as perdas de produção na agricultura. Impossível ficar contando estórias da carochinha. Precisamos de fato mudar o modelo mental enquanto é tempo.
A Educação Ambiental, uma especificidade da Educação, precisa começar lá no berço e se possível sem a interferência do estado. O estado é capitalista e o capitalista acha que a natureza é menos que ele. Isto é, podemos desaparecer como o capitalismo, sem deixar de reconhecer em tudo o que ele contribuiu, mas que não é o suficiente para a nossa existência enquanto espécie humana. Para a EA alçar voo é preciso que o capitalismo tenha a humildade de reconhecer que depende da natureza para também existir e que sem os humanos ele também desaparecerá. É isto por hoje, escrito direto e sem remendos.

Inteligência. 8/10/2016
A inteligência pode ser desenvolvida ao longo da vida. As conexões neuronais podem estar estabelecidas e o que podemos fazer é mudar a força delas, aumentando nossa inteligência. Os desafios, que nos tiram da zona de conforto, da mesmice, cumprem esta função. Algo lúdico e divertido que fará um bem enorme.
https://sites.google.com/site/desmatematicos/.
http://education.jlab.org/index.html
Podem existir outros e quantos mais pudermos compartilhar melhor para todos.

Paz no trânsito. 7/10/2016
As campanhas são necessárias porque para uma convivência social de qualidade é preciso de tempos em tempos lembrar de que conviver em paz é muito melhor. Nas ruas, muitos carros participam da campanha tendo estampado adesivo em sua traseira. Assim, a campanha é feita com quem vem atrás. No entanto, pelo que presenciei hoje de manhã, um carro com adesivo e o motorista fazendo tudo totalmente errado, penso que deveria ser colocado um decalque no lado interno do carro também. Porque dá a impressão de que o motorista que tem o adesivo da campanha é o único certo e assim ele só será atingido pela campanha quando estiver colado na traseira de outro. Portanto, sugestão para as campanhas,  colocar adesivo externo e interno.


Nas próximas chuvas saberemos se Francisco Beltrão é mesmo uma cidade resiliente. 30/9/2016



Uma notícia ótima para uma sexta-feira. 30/9/2016.
“Em virtude de não conseguirmos validar o processo xxx, devido recebermos somente um orçamento (o seu), o processo foi cancelado, e consequentemente a oficina não será realizada.” Reposta interessante que recebi e faz sempre pensar em como se perde tempo; como inovar é totalmente questionável. Penso que está em acordo com “uma andorinha não faz verão”. Ao menos tem sido esta a situação. Ter algo que ninguém mais tem pode de fato não valer nada do ponto de vista da resposta acima.
Todos os outros projetos, seguem para este mesmo buraco negro. De um lado as pessoas querem, se fizesse de graça, como já fiz muitos, ninguém questiona por ser o único. E assim, uma notícia ótima porque deveria não ter perdido tempo em participar. Acabei fazendo um documento bem elaborado que poderá servir de modelo para o futuro de quem precisar contratar oficinas.
Para mim infelizmente não acrescentou nada a não ser mais uma perda de tempo como em  outras situações. Será que acreditar vale a pena? Preciso lembrar e perguntar isto para o gerente do supermercado logo mais quando for fazer compras.

Em época de eleições municipais. 16/9/2016
Ler e ouvir políticos de carteirinha dá vontade de entre outras coisas pedir para usarem espelho. O mote agora é que todos são contra a reeleição, mas muitos estão lá em seu mandato, que número mesmo? Alguns nem lembram mais de tudo, de tanto tempo por lá. Dá para entender quando a briga para se manter, quando em caso de cassação, de tão bom que é quer pelo salário em si, quer pelas mordomias e criadagem adicional. E quando chega a cassação pelos pares, não pense ninguém que estão fazendo um trabalho sério.  O problema que fica disfarçado é que a corrupção, nos seus mais diversos modelos e meios, não alcançou a todos no pior sentido. Aqueles que não receberam e perderam espaço no acesso a verbas disto e daquilo, por serem muitos acabam se rebelando. Tudo continuará como antes.

Ocupação de área pública por moradores. 16/9/2016
Esta é uma notícia que aqui e ali sempre aparece e provoca. A coisa pública continua não sendo de ninguém e nada é feito. Sou contra ocupação de área pública tanto quanto contra a corrupção. Primeiro porque se é um lugar de todos, ter um grupinho usando só para si já não presta do mesmo jeito que outros maiores ocupam disfarçadamente também. Queria ver se a ocupação fosse de área particular. A justiça já teria conseguido contingente para a desocupação. Assim, é um círculo vicioso de uma gente sem educação e para os que detêm o poder isto é melhor. A economia cresce, enquanto as áreas naturais vão diminuindo e tornando a vida ruim. Como? Muito simples. Se 200 famílias estão construindo seus barracos, elas precisam de material de construção, daqui a pouco por pressões humanitárias será instalado acesso a rede de água potável, e por aí vai... Isto é, os ocupantes vieram de onde? Se eu estou arrebentado, tenho que me virar em três para dar conta? Ou será que este pessoal, bem, talvez melhor não continuar. No futuro poderei precisar de um lugar e sabendo ser o público o menos cuidado e de fácil acesso, será este também o meu destino.

Ninguém quer fazer... 16/9/2016.
Ninguém quer fazer o trabalho pesado porque economicamente se decidiu que o trabalho braçal e pesado não tem valor. Deveria ser para motivar a escolarização de pessoas que foram bem educadas em suas famílias. Longe disto, a maioria só frequenta a escola porque se não for o Conselho Tutelar vai atrás. Desta maneira fica difícil fazer qualquer projeto diferente, de ruptura com o modelo vigente. No Projeto de Compostagem, vir com um balde duas vezes por semana trazendo resíduos para fazer compostagem é desanimador e provoca um dilema. Porque a participação diminui? Ele começa a ficar mais claro porque conversando com quem participa e que vem assiduamente, percebe-se primeiro que a educação que receberam em seu meio social é diferente, é uma valorização do conjunto do todo. A outra é que são participantes estudiosos e aplicados. Para eles o participar de algo diferente desafia, eles procuram querer saber sobre o porquê e o como disto ou daquilo. E terceiro, tem uma visão que chamaria de social no bom sentido, entendem que somos relacionados com tudo e com todos.

Deixamos de viver com tranquilidade. 7/9/2016.

Agora à noite enquanto caminhava um homem bateu em casa. Lembrando que hoje é feriado. A esposa antedeu e ele ofereceu serviço de segurança para a casa. Colocar um selo na casa e dizendo inclusive que a polícia sabia. Assim que cheguei e sabendo do ocorrido liguei para a polícia, porque para mim isto no mínimo é suspeito. Em locais onde morei isto era ação de marginais loteando áreas. Algo do tipo, aqui tem selo não assaltem porque nos pagam, onde não pagam podem assaltar. O policial disse que por coincidência estava no dia em que pessoas foram lá comunicar que iriam prestar serviço de segurança na cidade e que a polícia não pode fazer nada porque não tem crime. O policial ainda recomendou que eu procurasse a prefeitura que é a única que pode impedir este tipo de serviço. Ora, como é que vai impedir se a pessoa que vem oferecer o serviço não tem cartão, empresa ou algo assim. E mais, o serviço já foi oferecido duas vezes, e coincidência, sempre quando eu não estava em casa. O que fazer?


Dizer o que? 31/8/2016.

Lendo a anterior penso que o último dia do mês como dia "D" seria interessante. Afinal, segundo a Lei de Parkinson, o trabalho se ajustando ao tempo teria um mês inteiro para uma postagem e provavelmente escreveria no dia anterior ou no último dia. Hoje foi só coincidência.
O motivo é a argumentação da Senadora Kátia Abreu que pediu para a presidente afastada definitivamente a não peerda por 8 anos a condição de exercer qualquer função pública, tendo em vista que ano que vem ela se aposenta e o valor de 5 mil Reais irá obrigá-la a ter que trabalhar.
Realmente a política vai mal e o poder exercido pelos partidos e coligações é das piores dos últimos tempos. Cada um olhando como salvar sua pele enquanto os trouxas vivem com muito menos que 5 mil e ainda pagam as contas de toda esta corja. Por isso, as tais "elites" seja lá de que lado for, porque nenhuma presta, só tem seu interesse enquanto querem que a maioria vá se f...
Claro que dá para ser feliz com muito menos, mas causa náusea ver este bando de safados e nada. Somos tão ruins que aqui nada acontece e amanhã todos vão continuar trabalhando para pagarem suas contas ou quem não as tem como pagar tratará de ficar quieto e vivendo de favor. Esta é a oportunidade que cantaram para a minha geração. Inovem, de esforcem que o país é de vocês. Sim é de vocês para pagarem e nada receber em troca.

Para pensar. 30/7/2016.

No dia em que o nosso sol desparecer todos os planetas também desparecem, tudo numa grande explosão. Como isto vai levar muitos e muitos anos espero que tenhamos a mesma experiência com a corrupção. Corruptor e corrompido não existem um sem o outro. As grandes empresas, os grandes negócios, sempre controlaram governos. Como a nossa representatividade é zero, com um legislativo pronto para ser vendido vamos continuar com o problema. E neste país de bananas gostamos de dizer quantas toneladas de ferro exportamos. Se disserem o valor em divisas que vão de fato entrar para o país vamos descobrir que vendemos a troco de nada.

Igualdade e diversidade. - 15/6/2016
Ridícula a sociedade igualitária que acaba com sua diversidade natural, onde nós também estamos incluídos. Quem é a favor da diversidade sabe que é preciso ser igualitário nas oportunidades, sem ser igualitário nos resultados. Sabe que é preciso ser igualitário na oportunidades e condições iniciais, sem ser igualitário no mérito. Sabe que é preciso ser igualitário sem que isto venha a destruir a existência de qualquer tipo de vida. Na natureza, o topo da cadeia alimentar, os carnívoros, sempre são em menor número. Nós somos os únicos que invertemos esta equação e por isto achamos que todas as outras formas de vida farão o mesmo. Como somos ridículos querendo a igualdade sem diversidade.


Decadência civilizatória. - 27/5/2016

Penso que esquecemos as aulas de história e não lemos mais nada sobre história depois que saímos dos bancos escolares. Hoje não temos mais entre nós descendentes de diversas civilizações muito embora elas possam ter deixado ótimos legados de seus tempos áureos. Devemos cuidar para não confundir com o ápice, porque o ápice não está naquilo que tinha de melhor e sim chegando ao máximo de tudo o que há de pior e que sabemos levará ao fim. São os bacanais que vão iniciando timidamente e terminam em estupro coletivo. São os pequenos desvios de conduta com a coisa pública que terminam na roubalheira institucionalizada como se tudo sempre devesse ser assim. Isto leva a um estado de ânimo do tipo sexta-feira, no meio de um feriado esticado, chuvoso com céu cinzento o tempo todo e ainda um frio esquisito. É só olhar em volta, toda esta movimentação drena aquilo de bom que poderíamos ter. Ia esquecendo, na educação acontece o mesmo, a degeneração já vem de longa data e finaliza com qualquer um dizendo o que vai ser melhor, mostrando sem vergonha nenhuma um referencial totalmente absurdo. Mas, como todos estão apáticos, ninguém se manifesta e está tudo bem assim.  A crise civilizatória moderna tem algo a mais que também dificulta toda e qualquer manifestação. A manifestação contrária aos atos de um poder legitimado pelas eleições passa a ser considerado um ato criminoso. Isto é, se conseguir ser eleito está tudo bem e tudo certo. Lembro-me do caso de juízes corruptos de anos atrás. Quando foram checando como chegaram lá percebeu-se que o crime é muito melhor organizado porque a honestidade de poucos não consegue se organizar devido ao fato de que para ser honesto é preciso trabalhar duro na vida. Como acontecia? Pegavam ótimos estudantes e pagavam tudo, tinham uma vida para poder estudar e chegar ao topo, incentivados pela comunidade dos bandidos. Olha como ele é bom, está chegando lá em cima. E quando chegava lá tudo resolvido. Diziam: agora podemos começar a atuar sem delongas, nosso juiz amigo dará um jeito em tudo. Lembram as vendas de sentenças? Talvez possa ser um privilégio estar no momento histórico que normalmente só se conhece pelos livros. Mas, é doloroso, muito sofrimento e muitas outras coisas ainda vão acontecer.  Estamos descendo ladeira abaixo, indo para o fim e ainda não se avista outra ascendente, um renascer das cinzas, uma nova civilização. Sem esperar faço aquilo que penso possa contribuir para uma nova, o problema até o momento é encontrar outros que de fato também queiram e não fiquem somente no discurso evasivo, esperando acontecer.

Próximas eleições municipais. - 24/5/2016

Neste país ainda existe vida inteligente, ao menos uma, e discordo que possa funcionar a proposta dos que dizem para votar bem nos vereadores. Isto porque os vereadores são cabos eleitorais de deputados e senadores. Como existem coligações e puxadores de votos, somos governados por uma minoria. É só fazer as contas, some os votos de todos os vereadores sentados nas cadeiras, votos recebidos diretamente por cada um deles, e verá que é muito menos que 50% do total de eleitores aptos a votar. Assim, quem está no poder não vai mudar isto. Porque vão mudar se é bom para eles? E como eles não tem representação, também não tem compromisso com seus eleitores e sim com seus financiadores, quem os colocou lá.

Discordar faz parte. - 16/5/2016

Leandro Karnal esteve fazendo palestra aqui em Francisco Beltrão. Como já ouvi muito ele e admiro sua lucidez sensata frente a história resolvi assistir um musical que nunca tinha assistido "Por um lindésimo de segundo" com textos baseados no escritor e poeta Paulo Leminski.
Depois da palestra do Karnal ficaram postando uma frase dele como oh! "Não existe país com governo corrupto onde a população é honesta".
Admiro muito o , ma não concordo com a frase acima, porque quem está no poder nunca vai mudar as leis para ter equilíbrio representativo, algo que tire suas benesses. Basta saber que a lei que nos rege faz com que 47 deputados federais assumam pelos votos que receberam e todos os outros entraram por coligação e puxador de votos. Se o legislativo que deveria ser o primeiro a fiscalizar o executivo, o que esperar com esta representação de minoria? Quem vai começar uma coleta de assinaturas de iniciativa popular para mudar isto? Digo sempre que é muito fácil fazer discurso social do alto de uma cobertura, quando acontece o que na música já se canta "aqui embaixo as leis são diferentes".


Quem vai continuar pagando a conta? - 13/5/2016

É só ler a primeira MP do presidente em exercício http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv727.htm. Já não vinham fazendo nada para melhorar em termos de sustentabilidade e agora segue o mesmo de sempre: gerar empregos, lucros e impostos. E o Ministro do Meio Ambiente provavelmente nem vai se manifestar. Empresas que geram grande impactos ambientais em breve vão ser atendidas, está pronto para ser votado no senado que não será mais preciso licenciamento, basta estudo dizendo que vai impactar e está tudo bem. Neste sentido tudo bem mesmo, porque não está acontecendo responsabilização criminal quando morrem pessoas por desastres ambientais. A vida está valendo pouco e cada vez menos.

Onde está a caverna? 11/5/2016.

Escrevendo um pouco menos aqui, tenho mantido o Religar Semanal e assim um artigo por semana no mínimo. Por um lado estou buscando entender porque queremos estar destruindo tudo e não percebemos que isto só piora nossa vida, a existência podse ficar mais curta a cada dia além do que é normal.
Existe a questão do acúmulo por medo de morrer e existe a questão de querermos sempre estar protegidos contra qualquer mal. A caverna de nossos ancestrais. Que lá encontraram proteção. Pelo visto isto tem se alastrado, porque ao invés de sair da caverna queremos continuar nela. É como se nosso contato com o mundo fosse uma dor constante, uma dor crônica da existência. Hoje de modo moderno, levamos nossos celualres e ficmos conectados nele o tempo todo, vendo as sombras da realidade como na alegoria da caverna de Platão. Preferimos as sombras. Outro dia estava chegando para uma reunião com uma pessoa e ela na mesa com seu celular não percebeu que sentei e fiquei observando. Peguei meu celulaar do bolso e fazendo de conta que fosse uma marionete ao lado do celular dela disse: olá eu sopu o Cláudio, podemos conversar? O riso foi geral, mas infelizmente é assim. Cada um quer ficar em sua caverna e não mais sair. Sair é doloroso, exige um esforço, mas sempre vale a pena porque lá fora é mais colorido, aconchegante e belo. Depois que a gente se acostuma fora é difícil voltar, a não ser para experimentar as sensações de calma e fazer alternância entre um e outro. Vai que um dia a situação pode ser críitica e a caverna natural possa agrigar de uma chuva forte. Mas, isto não quer dizer que devemos nos fechar em nossas cavernas, que de rochas, passaram a ser aparelhos que carregamos conosco.

Quando a intuição se confirma. 13/4/2016

Sempre fiquei afirmando que os donos de terra que precisam fazer loteamentos a todo custo eram pobres. Uma linguagem figurada para disfarçar que pensava ser ganância mesmo. Isto porque alguns que conheço têm mais terras e de fato não precisam de mais capital.

Dias atrás um caso foi mais interessante, contaram que num local, muitos anos atrás estavam aplainando para construir uma casa, quando encontraram um buraco longo na rocha. Possivelmente uma caverna. Perguntei sobre o que fizeram depois. A resposta foi que encheram de terra, aplainaram e construíram em cima. Logo perguntaram para sobre o que eu faria. Se tivesse um achado destes, no mínimo iria modificar o projeto de construção para sempre ter algo a mais para mostrar e com certeza isto não iria prejudicar a moradia.

Assim, numa apresentação de uma empresa sobre a situação de empreendimento imobiliário, um loteamento qual não foi minha surpresa quando o executor da obra disse que todos deveriam ter cuidado ao emitir opiniões. Apesar de todos os transtornos, todos os impactos ambientais, cada um devia pesar que poderia ser seu pai em dificuldade financeira e este tendo que fazer um uso da terra para honrar seus compromissos.

Pode ser somente um argumento sentimental, visto que a empresa também afirmou que o maior impacto é visual, por causa da alteração da paisagem. Deixando de levar em conta toda a terra que já escorreu na direção do rio assoreando o mesmo. Para ter uma ideia, em área de ruas é 12.000 metros quadrados, isto quer dizer que a cada 1mm de chuva 12.000 litros de água estarão escorrendo daquela área para o rio. E não estou fazendo levantamento depois de construído. Avisei o engenheiro da empresa, que se tudo não for feito certo, eles terão problemas futuros pela questão de inclinação, mesmo hoje atendendo a legislação.

Todo e qualquer argumento deste tipo não serve para nada. Por quê? Porque as pessoas decidem usufruir e deixam o prejuízo para a coletividade. Rio assoreado terá depois obras para dragar pagas por nós contribuintes. É ou não uma socialização dos prejuízos, aquela divida que o proprietário tem para honrar também está sendo paga indiretamente por nós.

Campanhas que poderiam voltar. 12/4/2016

Na  década de 70 o personagem de animação, “Sujismundo”, criado por Ruy Perotti para a campanha educativa “Povo desenvolvido é povo limpo”, incentivava ações como “Lugar de lixo é no lixo”. Os vídeos ainda podem ser encontrados na internet. O personagem não se preocupava com a limpeza era conhecido dos garis porque ele deixava tudo sujo.  É uma campanha que poderia ser recontextualizada para nossa época, continuamos cada vez mais “Sujismundo”.

Direitos Humanos. 7/4/2016.

Para ganhar uma eleição tem que ter mais votos que o adversário, normalmente qualquer discussão que precisa de votação a decisão é pela maioria e assim acontece onde existe a liberdade de escolha, de poder tomar decisões sempre com olhos para o conjunto maior da sociedade. Aí tem um pai com seu filho menor voltando para casa. No sentido contrário vem assaltantes em fuga, batem e matam o rapaz e o pai está gravemente ferido no hospital. A polícia continua a perseguição e depois encontra os dois bandidos e leva correndo com ambulância para o hospital. O resultado deste, como de tantos outros será o mesmo. A família terá uma tristeza que dificilmente será curada, o menino estudava no colégio onde nosso filho também já estudou, onde já fiz projetos com os alunos. O direito da família por ser humana, correta, preocupada com a educação recebe como presente um fim trágico. Os bandidos, bem, estes daqui a pouco estarão por aí novamente. Se forem condenados, terão o grupo de Direitos Humanos cuidando deles para que cumpram a pena com dignidade. Grupo de Direitos Humanos que simplesmente desconsidera a família atingida pelo fim trágico de um ente querido. Fica a pergunta, porque os honestos, os que lutam por uma vida melhor, nunca são levados em conta. São explorados e ainda parecendo como se não fossem humanos? Quem vai acompanhar a família atingida? Porque as penas são tão brandas dando todas as condições para que a violência aumente? Fico com estas questões sem resposta, porque temos um filho jovem, que dá um duro no seu curso, estuda com afinco e trabalha de graça justamente ajudando as pessoas. Se na eleição é a maioria que vence porque contra os bandidos são protegidos justamente eles que são minoria?


Processo coletivo. 6/4/2016
Fazendo um curso tenho o seguinte: "em um processo coletivo de decisão são necessárias habilidades e atitudes específicas, a exemplo de saber e querer ouvir, saber e querer apresentar suas prropostas, ter disposição para abrir mão de parte das ideias e aceitar a ideia dos outros, dentre outros aspectos". Uma pena que na política partidária onde somente o poder interessa tudo isto é negociável por interesse próprio e nenhuma decisão coletiva.

Educação Ambiental como disciplina. 4/4/2016

"Educação ambiental pode passar a ser uma disciplina obrigatória para alunos de todas as séries dos níveis fundamental e médio, caso a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB — Lei 9.394/1996) seja modificada. É o previsto no PLS 221/2015, de autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)." (ciclovivo.com.br).

Este erro pode ser repetido assim como já aconteceu com a Constituição Federal que tratou muito bem a questão do Meio Ambiente e logo na sequência não aconteceu nada porque um partido abraçou a causa e disse ser sua responsabilidade. Pronto todos os outros acharam que não eram responsáveis e etá aí o resultado. Continuamos querendo crescer a todo custo porque é preciso gerar empregos, impostos e lucros.
 
 
Com a Educação Ambiental acontecerá o mesmo se for transformada em disciplina. Uma disciplina vai ser a responsável por fazer acontecer e as outras não terão esta preocupação. Fica parecendo como se os problemas ambientais, as mudanças climáticas, afetassem alguns poucos. Mas, não é isto que acontece então é preciso agir em conjunto, um diálogo entre todas as disciplinas com interesse e participação de toda a sociedade.

Traduzindo meu descontentamento. 25/3/2016.

Será que por defender a ética, o bom uso da coisa pública porque é de todos, o fim da corrupção em todas as relações sociais, empresariais e pessoais vou ser considerado fascista?
Ultimamente estou meio sem imaginação e só consigo traduzir com um exemplo bem pessoal. Pela minha defesa da compostagem como melhor solução para o resíduo orgânico, justamente apoiado no exemplo maior da natureza, eu não posso comer uma banana e jogar a casca na lixeira que levará o lixo para o aterro sanitário. Não posso obrigar ninguém a fazer compostagem, mas ninguém pode me obrigar a não fazer compostagem da casca de banana.

Quando não se tem diálogo. 25/3/2016

Não sou partidário e fico preocupado quando vejo buscarem o confronto para resolver uma questão pela dia do diálogo. Mas, tem um detalhe para o qual estou atento. O discurso com argumentos é usado numa direção e se aplicado a outra é criminalizado. Vamos entender assi, tivemos três governos federais sob a égide de um mesmo grupo partidário. Quem era situação durante este período nunca soube ser oposição. Ou talvez não fosse interessante ser oposição porque lá atrás todos nasceram no mesmo ninho. Nestes 12 anos de exercício de poder, muitas coisas boas foram feitas e ao mesmo tempo outras tantas reprováveis. Lembro sempre de "Ovelha negra" de ítalo Calvino. Entrou um diferente e tudo mudou e aqui nestas terras o que entrou para ser diferente foi o primeiro a ficar igual a todos. Agora quando se deflagra uma grande operação de combate a corrupção os envolvidos sugerem que se cobre do juiz os prejuízos econômicos da operação. Ora, se o sistema não pode conviver sem a corrupção porque empresas serão fechadas e pessoas demitidas é sinal de que o sistema não presta. Como dar valor para a honestidade hoje em dia se o discurso é de que a corrupção faz parte? Queria ver se o governo teria condições de dizer que não vamos mais produzir comida barata, sendo escravos dos países que compram de nós? Claro que não fariam isto, porque aí sim teríamos uma revolução?


A vida e suas surpresas. 25/3/2016.

Penso que na medida que envelhecemos a tendência geral é perder a curiosidade pelo novo, por fazer novas experiências e incursões. Aquela criança alegre e faceira dos proquês foi sendo aniquilada com o tempo. Aí nos vemos como órfãos da falta da criança porque tudo podia ser diferente. No mínimo diferente o que já seria um ganho. Não exige nada mais chato que um almoço de obviades e um jantar de amenidades. A conversa gira em torno da fofoca dos ausentes e sobre a concretude deste ou daquele prato com a única preocupação do alimento para o corpo físico. Assim, passamos a ter corpos que vegetam sem nada nov, uma opção para confrontar com a mesmice. Ninguém quer romper com nada e todos preferem continuar reclamando no conforto de seu sofá assistindo televisão e colados ao celular. Onde o ponto máximo é mandar mensagem para quem está sentado ao lado. A vida e suas surpresas, onde estariam? Procuro surpresas porque elas indicam que a vida existe de fato e que estou vivo. Todo o restante não terá valor se não puder ir além desta existência física. Isto não quer dizer que precise acreditar ou não em um ente superior. O simples exercício de pensar já basta para acalentar esta existencia dura com todas as suas dificuldades.

A colônia se resolve no colonizador. - 25/3/2016

A manchete do jornal "Instituto Gilmar Mendes vai reunir líderes do impeachmente", a reunião de que trata a matéria vai acontecer num seminário promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), em Portugal. O seminário é uma parceria com a Universidade de Lisboa. Poderia ser uma notícia normal, mas atenção. Estamos repetindo o mesmo do passado, qquando algo na colônia não funcionava era preciso ir a Portugal para resolver. Coincidência?

Veneno na colônia - 25/3/2016

No Senado Federal um projeto que trocar a palavra "agrotóxico" por "produto fitossanitário" com a justificativa de que os outros usam e é uma maneira de tirar a imagem negativa que os agrotóxicos carregam. Campanhas contra o uso de agrotóxicos existem justamente pelo excesso de uso e pela contaminação que vão deixando nos alimentos. Isto é, temos veneno na mesa todos os dias. O argumento de copiar porque todo mundo usa é prova de que continuamos sendo colônia, não temos nossa opiniuão própria, nossa construção intelectual. E o pior é que os que poderiam ter ficam contentes em agradar aos outros porque isto infla o ego e ficam bem vistos. De nada adianta dar outro nome para o veneno, ele vai continuar sendo veneno e pronto. Seria interessante se fizessem um levantamento entre a diferença de embalagens de agrotóxicos recolhidos e vendidos no mercado legal.

Forma e conteúdo - 19/3/2016

Com mais divulgações sobre escândalos aparecendo, é difícil acreditar que sobre muito nestas terras que desde seu início são simplesmente exauridas. As formas são diversas e escondem conteúdos que causam constrangimento para quem tem um pouco mais de esclarecimento. Assim, enquanto se fica brigando sobre a forma tudo vai ficando pior. E talvez todos só acordem no dia em que não tiver mais nenhum conteúdo, porque aí não terá forma que se sustente.

Quem não pode - 18/3/2016

O problema todo que percebo é a falta de ética e moral de quem sempre combateu a falta de ética e a falta de moral. É isto que está fazendo com que as pessoas protestem e digam que não dá mais. Muitos acreditaram que podia ser diferente, que finalmente uma pessoa vinda de um lugar perdido no mapa, com sua ética, seriedade, e coloquem-se todos os adjetivos que tiver. Seis meses depois, logo deu para perceber que nada ia mudar. Que os ricos continuariam ricos e classe média iria diminuir para dizer que os mais pobres subiram. Não foi acertada a diferença sempre maior entre muitos que tem pouco e poucos que tem muito. Todos os empresários corruptos continuaram atuando e o canto da sereia chamou todos para o fundo e assim terminarão. Uma biografia que podia ser digna de um estadista, morre na praia de um esconderijo que nem tesouro mais tem. Só espero que não liberem gastar nossas economias, porque aí não teremos treunfo nenhum frente aos problemas da economia mundial. Enquanto isto, vendemos barato nossas riquezas porque outros decidiram que deve ser assim. E como fiéis súditos, mandados por capatazes, coronéis e outros tantos continuaremos sendo um lugar de ninguém, uma terra onde a bandeira de um partido e carregada com orgulho e o pavilhão nacional, nossa Bandeira Brasileira é estendida no chão. É duro ter que reconhecer ter sido enganado um dia, mas o pior seria continuar acreditando que ser enganado faz parte.

O povo quer... - 18/3/2016
Discurso ridículo repetido pelos políticos profissionais porque não tem nenhum interesse pelo bem de toda a nação, estado ou município, sempre usando a expressão "o povo quer...". Penso que gostaria de dizer: nossos súditos querem isto ou aquilo. Porque quem usa o discurso "o povo quer..." com certeza deve ser alienígena, superior ou capataz. Um discurso que por si sói revela quem o faz. Alguém que não se sente pertencente a esta terra e que somente está aqui para tirar algo em seu proveito próprio. Ele nunca se inclui em nada e sempre discursa em nome de outro, nunca assumindo nada ou mesmo se dizendo fazer parte do povo. Atento a isto, um discurso com estas expressões não tem valor nenhum. Mas, continuam ocupando tempo de vida de todos, roubando a todos e está tudo bem.

Discutir sobre a forma e esquecer o conteúdo. - 18/3/2016
Fico atento com uma estratégia utilizada por todos os que investigados tem suas conversas reveladas na mídia ou mesmo no site da justiça disponível para acesso. A linguagem é de um nível que vai beirando a ignorância repetida e propalada pela maioria. Ninguém pode dizer que não disse, então procuram gastar o tempo de mídia criando um discussão sobre a forma. Dizem que as divulgações são seletivas. Fico pensando que se são seletivas, dependendo da situação pela mostra, pode até ser que existam coisas piores. E as pessoas vão discutir a forma, porque isto e aquilo e esquecem do conteúdo que revela como quem usurpa o poder normalmente tem menos educação e cultura do que se espera. E esta falta leva a simplesmente querer dominar pela retórica sem valor, que mostra cada vez mais que o sujeito não tem nada além da força do grito. Ora, vá gritar com quem aceita e não comigo.

Bartedor de carteira. - 17/3/2016

O batedor de carteira das ruas não tem banco onde aplicar seu dinheiro porque na maioria das vezes é gasto com a mesma velocidade da chegada. No momento atual com o assalto de tudo o que é público está oficializado que qualquer um pode ser batedor de carteira ou do que quiser. Só um cuidado deve ser tomado, ser amigo de quem pode colocá-lo longe do alcance das leis e da justiça. Hoje os que reclamam que no passado não foram julgados os batedores de carteira, também não tem como comprovar que foram as ruas em maior número para pegar os batedores de carteira. Ficaram raivosos, isto sim, esperando o momento certo para se não eles mesmos serem terem um batedor de carteira melhor. Terá um momento em que o batedor de carteira irá parar, é quando não tiver mais o que roubar. Aí será dada alguma bolsa, tipo bolsa assalto para dar continuidade as gerações de batedores de carteira. O maior deles agora vai pegar as reservas suadas conquistadas no passado para nos levar a independência de fato e colocará no bolso, porque a única coisa que sabe neste momento é que precisa manter os batedores de carteira que ainda não tiveram sua oportunidade e assim poderiam se juntar para pegar o maior.

Política e partidos. 16/3/2016

Na situação atual ignorante é aquele que acredita que com seu voto poderá mudar o rumo da história no Brasil. Primeiro porque existem as coligações e aposto que metade mais um do total de eleitores não sabem como isto funciona. Segundo porque o exercício de alguma função eleita em qualquer nível passou a ser profissão e como todos os empregados busca-se sempre garantir o emprego. Terceiro ninguém está lá representando os interesses da sociedade e sim de grupos, como empreiteiras, agronegócio, mineração e até religiosos, entre tantos outros. Quarto nós temos uma Constituição parlamentarista para um regime presidencialista. Quinto, o número de votos recebidos diretamente pelos que exercem a função de vereador, deputado estadual e deputado federal, somados na respectiva câmara ou assembleia, fica em torno de 30% do total de votos válidos. Somos legislados por uma minoria pronta para a negociação. Então é preciso ser político porque faz parte da sociedade atual, mas daí concordar com o “modus operandi” é insano ou no mínimo prova de ignorância política.

15/3/2016 – Esperteza sobre os parques.

Os parques na área urbana tem entre outras funções ser um local de refúgio e descanso do peso da urbanidade. Um local normalmente com lagos, árvores, parquinho para crianças, pistas para caminhada. Alguns são muito espremidos e em áreas muito pequenas que para servirem de descanso deveriam e temos aqueles que são fortemente arborizados no perímetro, para que o nosso olhar tenha o descanso do verde e nossos ouvidos do barulho. Mas, nem todos são assim e existe uma esperteza interessante. Faz-se o parque e algumas áreas limítrofes que também são do município não são incluídas no parque. Temos isto aqui em Francisco Beltrão na Cidade Norte. Então numa quina saiu uma cancha de bolão e outro foi doado para uma associação. Este da associação tem um campo de futebol exclusivo e com alambrado alto na sua divisa com o parque. Até aí foi assim que foi feito, o campo poderia ser para a comunidade, usuários do parque, mas optou-se por repassar para uma entidade, possivelmente sem fins lucrativos. Aí entra a grande sacada, a pessoa está caminhando e a pista em bom trecho obriga olhar na direção do alambrado, se ele não tivesse nada além estaria ótimo porque existem árvores do outro lado que impedem a visão de casas e prédios. A sacada é colocar ali propaganda de empresas. A associação deve receber de alguma maneira para ter ali dependurada a propaganda. E a propaganda é somente virada para o parque, para o lado do campo, dos jogadores nada. As empresas das propagandas são todas de indústria, comércio e serviços. Isto é, você quer caminhar relaxadamente e aí tem um esperto empurrando alguma coisa para vender, quando não é isto o que você está querendo.  Mas, perguntando para as pessoas, quase ninguém percebe as propagandas, alguns até acham feio, mas passa despercebido colocando a marca na mente das pessoas. O que fazer? Reclamar, vão dizer que está tudo conforme a lei. Só queria saber se quando foi dado para ser usado se a exploração comercial do local foi permitida?


Educação para a coisa pública. - 14/3/2016

O que é público tem sido problemático porque todos pensam que o que é de ninguém pode ser rapinado e pronto. Os abusos vão de pequenos a grandes. A praça é pública e culpa-se a administração pública se ela não estiver limpa sem lixo. Ora, limpa e sem lixo ela deveria estar sempre e nem precisar de limpeza. Nós seríamos educados para cuidar do que é público. Mas, não é isto que acontece e aí nossas praças continuam as mesmas, sem melhorias porque os gastos são justamente com a limpeza da nossa sujeira.

Protesto na rua. - 13/3/2016

O meu protesto foi contra a corrupção que está instaurada em todos os níveis da administração pública com raras exceções. E ir já foi um exercício de calma e paciência, porque ao longo do percurso o que vi foi a repetição do que temos nos jornais. Tudo feito por nós mesmos. É o vendedor de sofás de vime que impede a travessia de pedestres no cruzamento do colégio. É o menino que sobe no poste de iluminação da praça para tentar tirar a lâmpada. É o cidadão passando de carro com a bandeira brasileira e jogando uma lata de refrigerante pela janela. Alguns para não citar todos e ser chato. Precisamos protestar contra nossas atitudes, o momento é propício para fazer os dois. Participar ativamente da vida política é preciso e buscar evoluir individualmente também. Fazer uma lista do que precisa ser mudado e a cada dia verificar como está a evolução.


12/3/2016 - Sobre dar de graça.

Sempre achei e vai levar tempo para mudar que a gratuidade faz parte do bem viver. Lembrei-me da música “Carpinteiro do Universo” do Raul Seixas onde “Que o auge do meu egoísmo é querer ajudar”  poderia ser um início. Mas, também não seria ajuda, porque ajuda quer dizer que alguém tomou algo que não lhe pertencia, um acúmulo desnecessário. Ficaria mais ou menos como aquelas empresas que em festas natalinas saem distribuindo bola, bonecas e doces para as pessoas pobres que residem ao redor da empresa. Durante todo o ano os pais daquelas famílias trabalham na empresa, geram lucros e impostos e no final do ano são agraciados com a ajuda para comemorar. Isto é literalmente uma sacanagem e ela se perpetua até hoje.
Voltando a gratuidade, sempre acreditei que deveria ter altruísmo no início de qualquer empreendimento. Outro dia perguntaram por que fiquei tantos anos fazendo gratuitamente um projeto. Resposta: para ter o histórico e demonstrar que vale a pena. Infelizmente nós não estamos num país onde se acreditam numa ideia e se investe nela quando ela não tem o objetivo de gerar grandes lucros para investidores e sim tornar possível vivermos melhor, termos mais educação.
Volto sempre para minha amiga natureza e percebo que não existe o de graça. Ao menos até onde sei até hoje. Existem sempre os ciclos, maiores ou menores, tudo circula e o que chega sem retorno porque num ciclo maior é o calor e a luz do sol. Posso arriscar dizer que o sol por ser uma reação explosiva seguirá acontecendo enquanto tiver hidrogênio.  O resíduo de um é alimento de outro. Quem quer crescer precisa esperar sua vez, se a população aumenta muito começa o declínio para equilibrar.
Então o dar de graça passa a ser um grande questionamento pessoal. Eu sei quando estou recebendo algo de graça para apreciar, valorar, reconhecer? Será que só fico pensando na questão quando algo que faço de graça não foi reconhecido porque sou muito egoísta ainda?

Escola. - 11/3/2016

A Escola sempre foi um lugar de que gostava e gosto. No meu tempo, lá pelos idos de 1967, tive dificuldade no início por não saber o português mesmo tendo nascido no Brasil. Depois desta etapa tudo seguiu bem. Sempre tive professores que desafiavam os alunos. O de matemática no ginásio a cada aula trazia um desafio, algo especial para quem quisesse.
O professor de ciências era tido como maluco por todos, mas todos gostavam de estar com ele. Tivemos com ele um laboratório de ciências, experimentos diversos, explosões e outros. Até fazer um motor elétrico era um desafio e tanto porque não tínhamos os materiais como hoje em dia. Era preciso criar, inventar, o pior era quando o eletroímã se transformava em imã.
A professora de português com suas poesias e contos. História e geografia eram dadas pela mesma professora o que tornava melhor o estudo, uma interação, por exemplo, entre o estudo da sociedade romana e a geografia da Europa.
Minha escola básica foi ótima e na sequência o científico também. Tínhamos a Academia Monte Alverne para oratória e saraus, discursos inflamados de novatos. O Clube de Ciências Louis Pasteur; laboratórios de física, química e biologia; museu e astronomia completavam a iniciação científica. Uma estrutura que gostaria de voltar a ver em todas as escolas.
Participei do congresso “Jovens Cientistas” da SBPC e hoje percebo que tudo isto contribui para que minha vida e exemplo fossem um pouquinho melhor.
Alguém poderia dizer que lembro pouco o nome dos professores, minha memória é péssima para nomes e mais ainda desta época, até os meus 17 anos. Ainda tenho contato com o professor de biologia, Arno Wortmeyer e trocamos mensagem de vez em quando.
E, posso não lembrar os nomes, mas a imagem de cada um volta na memória de tempos em tempos, como se estivesse retornando lá na sala de aula, no pátio, no laboratório, etc.
Alguns perguntam se não fico triste por não ser professor. Digo que não e respeito muito os Professores. Carinhosamente os alunos dos projetos me chamam de professor e alguns de professor da compostagem. Digo carinhosamente porque de fato estou procurando ser exemplo como os meus Professores foram e espero que eles também possam ser melhores um dia e para isto não precisam lembrar o nome, o que segue em frente é o exemplo, a boa atitude.
Faço votos de que um dia os alunos se lembrem da escola como eu hoje. Um lugar que fez a diferença e que tinha um professor da compostagem, que dizia e repetia: podemos ser mais inteligentes e transformar resíduo orgânico em adubo ao invés de jogar na lixeira.

Corrupção. - 10/3/2016
Tem alguém mencionando a condenação dos empresários corruptos que desta vez não escaparam da justiça? Pensei sempre que isto só aconteceria fora do Brasil, porque aqui quem tem poder sempre vai empurrando e nada acontece. Um comentário que li é de que ficaram contentes que já saiu a condenação porque na instância superior eles conseguem redução da pena, saem em menos tempo. Podem conseguir, mas ainda assim foram condenados por corrupção, isto é, existe quem foi corrompido e espera-se que também sejam punidos. E que possamos lembrar de que é possível mudar para melhor, que ser honesto vale a pena.

Hora da ave maria. - 9/3/2016
Antigamente lembro que minha avó ligava o rádio religiosamente no horário de 18:00 horas para rezar uma ave maria, católica fervorosa que era. Hoje, caminho quase todos os dias por este horário e percebo uma pontualidade semelhante, com um pequeno problema. Ela é prejudicial para todo ser vivo. É o ferro velho e uma indústria para o lado do Rio Marrecas na Avenida General Ozório depois da Gralha Azul, indo para a Cidade Norte. Colocam fogo em plásticos, revestimentos de carros e outros. O pior é os vizinhos para não se indisporem fecham a janela e deixam acontecer. Infelizmente é isto que acontece quando não tem cultura e educação.

Pensar e escrever no dia Internacional da Mulher. - 8/3/2016

Com todas as tarefas assumidas nestes últimos tempos ficar escrevendo tomou muito do tempo de pensar. Quem um dia aprendeu a pensar sempre a casa retorna e não podia ser melhor do que hoje. Dia Internacional da Mulher, uma data entre tantas comemorações e sobre a qual vou tecer meu pensar. Logo cedo lendo o jornal impresso encontro uma bela mulher em preto e branco, uma marca de roupa feminina fazendo homenagem no dia da mulher. Mais adiante, uma piadinha com o homem olhando uma mulher de biquíni e dizendo este é o meu número. Isto se repete aqui e ali todos os dias. Somos cínicos ou estamos em estágios culturais totalmente diferentes? As duas coisas são possíveis. Tem aqueles que olhando uma mulher, no seu instinto mais primitivo veem a satisfação egoísta sem pensar que as relações são construídas e que vamos além da satisfação sexual. Muito além. São estágios culturais diferentes. Apreciar o belo com estética e ética pode ser mais difícil que parece. E o cinismo? Faz-se propaganda no dia da mulher porque fica bonito, todos vão apreciar, ou melhor, serei criticado se não desejar um feliz dia da mulher para as mulheres. Cinismo barato, porque depois cada um não está nem aí. Dizer também que o dia da mulher deveria ser todos os dias do ano segue na mesma linha de pensamento, uma desculpa aqui e ali porque o problema mais profundo é de que não temos mais o sentimento de espécie humana. Se quisermos evoluir, viver bem, com uma sociedade sustentável é preciso que esta nova construção de relações verdadeiramente humanas aconteça. Em isto acontecendo talvez tenha sentido uma data comemorativa por felicidade de termos as mulheres e não para fingir que somente no dia da mulher nos importamos com elas.
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